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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Eleições em Israel 2026 deixam Netanyahu e Eisenkot sem maioria

Com 85% dos votos apurados, Likud e Yashar lideram, mas nenhum bloco alcança os 61 assentos necessários para formar maioria no Parlamento.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Plenário do Knesset, em Jerusalém, com parlamentares conversando em pequenos grupos. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Plenário do Knesset, em Jerusalém, com parlamentares conversando em pequenos grupos.
Resumo em 30 segundos

A apuração parcial das eleições legislativas em Israel aponta um impasse entre o bloco de Benjamin Netanyahu e o de Gadi Eisenkot. Com 85% dos votos contabilizados, o Likud tinha 20,8% e o Yashar, 16,1%. Partidos liderados por árabes avançaram e podem influenciar as negociações para formar o próximo governo.

A apuração parcial das eleições legislativas realizadas na terça-feira em Israel indicava, nesta quarta-feira, um impasse: nem o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem o liderado pelo opositor Gadi Eisenkot parecia ter os 61 assentos necessários para formar maioria no Knesset, o Parlamento de 120 integrantes. Com 85% dos votos contabilizados, o Likud, partido de Netanyahu, tinha 20,8% dos votos, e o Yashar, de Eisenkot, 16,1%.

Os resultados ainda são preliminares e incluem centenas de milhares de cédulas de seções especiais, como as instaladas em bases militares, hospitais, prisões e embaixadas. A contagem final deve ser concluída nos próximos dias. As pesquisas de boca de urna também não apontaram um vencedor claro, e os discursos de vitória dos dois líderes não significam que qualquer um deles já tenha garantido o cargo de primeiro-ministro.

A participação eleitoral foi de 77,7%, a maior desde 1999, segundo o Comitê Central de Eleições de Israel. O comparecimento elevado também foi registrado entre os cidadãos árabes, que representam cerca de 20% da população. As projeções indicaram avanço dos partidos liderados por árabes, que podem ter papel decisivo nas negociações para formar o próximo governo.

O sistema israelense é proporcional: os eleitores escolhem listas partidárias, e as cadeiras são distribuídas conforme a parcela de votos obtida por cada uma. Para entrar no Knesset, uma lista precisa alcançar pelo menos 3,25% dos votos válidos. Como nenhum partido costuma conquistar sozinho a maioria, as legendas negociam coalizões; neste caso, são necessários ao menos 61 parlamentares para sustentar um governo majoritário.

O presidente Isaac Herzog não é obrigado a indicar o líder do partido mais votado. Depois da divulgação oficial dos resultados, ele consulta representantes das bancadas e escolhe o político que considerar mais capaz de reunir apoio para formar um governo. O procedimento pode abrir espaço para negociações entre partidos que não estavam no mesmo bloco durante a eleição.

O candidato indicado terá 28 dias para negociar uma coalizão, com possibilidade de pedir mais 14 dias. Se não conseguir, Herzog pode encarregar outra pessoa, que terá 28 dias sem prorrogação. Caso a segunda tentativa também fracasse, a maioria dos parlamentares pode pedir que um terceiro candidato receba 14 dias; se essa iniciativa falhar, novas eleições serão convocadas.

Uma alternativa é um governo minoritário, que não reúna 61 integrantes na coalizão, mas dependa de apoio de outros parlamentares em votações. Eisenkot já mencionou essa possibilidade. A formação de um governo israelense leva historicamente de 20 a 100 dias, segundo o Instituto da Democracia de Israel.

Netanyahu afirmou que o Likud conquistou o maior número de cadeiras e defendeu “um governo de direita forte”. Eisenkot declarou que “o público optou pela mudança”. A força dos partidos árabes pode influenciar as conversas, mas a possibilidade de uma aliança é sensível: Netanyahu rejeitou um governo com essas legendas, enquanto Eisenkot deixou aberta a cooperação sob condições, entre elas o reconhecimento de Israel como Estado judeu e a classificação do Hamas como grupo extremista.

Fontes: Estadão, Zero Hora, O Globo

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