Pular para o conteúdo
Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro indica Rogério Marinho para comandar o Senado

O senador também afirmou que pretende disputar novamente a Presidência antes de 2030; a escolha do presidente da Casa cabe aos próprios senadores.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Plenário do Senado Federal durante uma sessão, visto da galeria. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Plenário do Senado Federal durante uma sessão, visto da galeria.
Resumo em 30 segundos

Flávio Bolsonaro indicou o senador Rogério Marinho, do Rio Grande do Norte, para disputar a presidência do Senado em 2027. Em transmissão feita nos Estados Unidos, disse que pretende concorrer novamente à Presidência da República antes de 2030. Davi Alcolumbre também busca apoio para continuar no comando da Casa.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) indicou nesta sexta-feira, 30, Rogério Marinho (PL-RN) para disputar a Presidência do Senado em 2027 e afirmou que pretende concorrer novamente ao Planalto antes de 2030. Derrotado na eleição presidencial de domingo, 25, Flávio fez as declarações em uma transmissão pela internet, nos Estados Unidos, onde está após deixar o Brasil.

Na transmissão, Flávio disse que o Congresso será sua principal frente de atuação e pediu que os senadores apoiem Marinho. A disputa pela presidência da Casa ainda inclui o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição e tem articulado apoios.

“Eu vou indicar é o Rogério Marinho para a presidência do Senado Federal”, afirmou Flávio. Ele também pediu que os eleitores cobrem dos senadores o voto no parlamentar do Rio Grande do Norte, a quem descreveu como uma forma de resistência ao próximo governo.

Marinho é senador pelo Rio Grande do Norte e foi coordenador da campanha presidencial de Flávio. A indicação não garante a eleição: a presidência do Senado é definida pelos próprios senadores, em votação entre os integrantes da Casa. O mandato do presidente do Senado é de dois anos.

Flávio afirmou que considera possível disputar novamente a Presidência da República antes da próxima eleição prevista para 2030. “Se for preciso, vou disputar a Presidência da República de novo”, disse. Em outro momento, reiterou que não se referia a 2030, mas a uma data anterior, sem apresentar um calendário ou explicar como isso poderia ocorrer.

O senador também questionou, sem apresentar provas, a segurança do sistema eleitoral e não reconheceu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele disse que perdeu para o sistema, e não para o adversário. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceu o resultado da eleição, assim como o PL e partidos aliados à campanha de Flávio.

Ao defender a atuação no Congresso, Flávio afirmou que a economia será um dos principais focos de desgaste do próximo governo. Ele comparou o cenário esperado ao período que antecedeu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e disse acreditar que a situação econômica poderá derrubar Lula antes do fim do mandato. A afirmação foi apresentada como uma previsão do senador.

Flávio também criticou possíveis negociações no Senado que, segundo ele, envolveriam a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele não apresentou detalhes nem provas de um acordo. Em sua transmissão, disse rejeitar que a liberdade do pai seja usada como moeda de troca política.

O senador está nos Estados Unidos depois de sair do Brasil pela Argentina. A Polícia Federal investiga as circunstâncias da viagem e a suspeita de apoio do governo argentino. Flávio negou ter fugido e disse que decidiu deixar o país junto com a esposa, Fernanda Bolsonaro, sem informar outras pessoas.

A saída ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio entregasse os passaportes e não deixasse o país. O senador afirmou que cumpriria a decisão, mas posteriormente viajou ao exterior. Na transmissão, declarou que não responsabiliza terceiros pela decisão.

A indicação de Marinho ocorre em meio à reorganização da oposição após o resultado presidencial. Flávio disse que pretende permanecer ativo na política e atuar para reunir apoio no Senado, enquanto Alcolumbre segue buscando votos para continuar à frente da Casa.

Fontes: Valor Econômico, Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também