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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

China defende escolha dos brasileiros após críticas de Trump

Porta-voz chinês afirmou que o país respeita o resultado da eleição, após o presidente americano dizer, sem apresentar provas, que o pleito pareceu fraudado.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Urna eleitoral em primeiro plano e sala de entrevista diplomática ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Urna eleitoral em primeiro plano e sala de entrevista diplomática ao fundo.
Resumo em 30 segundos

A China declarou respeitar a escolha dos eleitores brasileiros depois de Donald Trump questionar o resultado da eleição presidencial e criticar a prorrogação do horário de votação. O presidente americano havia elogiado a apuração no primeiro turno. Após a derrota, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil com a família e viajou para Miami.

A China afirmou nesta quarta-feira (28) que respeita a escolha dos brasileiros na eleição presidencial que reconduziu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto. A declaração foi feita após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionar o resultado sem apresentar provas de fraude e criticar a prorrogação do horário de votação.

“Nós respeitamos a escolha independente do povo brasileiro”, disse Guo Jiakun, porta-voz da chancelaria chinesa, ao ser perguntado sobre as falas de Trump. O representante já havia defendido a decisão dos eleitores na segunda-feira (26), quando respondeu a uma solicitação do senador Flávio Bolsonaro (PL) para anular o resultado.

Trump afirmou que não tomou partido na disputa, mas disse que a eleição lhe pareceu “fraudada” e “corrupta”. Também criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender o horário de votação, que classificou como “muito estranha”. Questionado sobre possíveis medidas, respondeu que preside os Estados Unidos, não o Brasil.

A manifestação do presidente americano destoou de declarações feitas durante o primeiro turno, em 4 de outubro. Na ocasião, depois de Flávio ficar à frente de Lula, Trump elogiou a rapidez da apuração brasileira e a usou para criticar o sistema eleitoral dos Estados Unidos. Em uma publicação, confundiu o Brasil com a Índia e depois corrigiu o texto; no dia seguinte, chamou o desempenho do senador de “grande vitória”.

Após o segundo turno, o governo americano suspendeu a divulgação de uma mensagem que parabenizaria os brasileiros pela eleição, enquanto Flávio se recusava a reconhecer a vitória de Lula e pedia a anulação do pleito. Trump também afirmou que aprovaria a entrada do senador nos Estados Unidos e disse ter ouvido que ele estaria na Argentina, embora não soubesse ao certo onde se encontrava.

Flávio deixou o Brasil dois dias depois da derrota. Antes da viagem, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia determinado o cancelamento dos passaportes brasileiros do senador e ordenado a entrega de documentos de viagem estrangeiros. Flávio não cumpriu a ordem, apesar de ter afirmado publicamente que a seguiria e que não cogitava deixar o país.

O senador e a família chegaram à Argentina na noite de terça-feira (27), atravessando uma fronteira terrestre na província de Misiones. Ele usou passaporte italiano, enquanto a mulher e as duas filhas apresentaram documentos brasileiros. De lá, embarcaram em um jato particular para Guayaquil, no Equador; a aeronave seguiu depois para Miami, onde pousou na manhã de quarta-feira, por uma rota que evitou o espaço aéreo brasileiro.

Fontes: Folha de S.Paulo

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