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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro condiciona abertura de sigilos a 19 exigências

O pedido ao TSE inclui registros de encontros de Lula com Daniel Vorcaro e informações sobre o cartão corporativo da Presidência desde 2023.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Documentos em uma pasta sobre uma mesa em ambiente institucional de tribunal. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Documentos em uma pasta sobre uma mesa em ambiente institucional de tribunal.
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Flávio Bolsonaro autorizou a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, mas condicionou a medida a 19 exigências envolvendo Lula, familiares, pessoas próximas ao governo e despesas públicas. O requerimento inclui informações sobre Daniel Vorcaro, empresas ligadas à família do presidente e gastos do cartão corporativo da Presidência.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, protocolou nesta quarta-feira (21) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para abrir os próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico, mas condicionou a medida a 19 exigências relacionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), familiares e pessoas próximas ao governo. Entre os itens estão registros de encontros de Lula com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e informações sobre despesas do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023.

O documento foi apresentado em resposta ao desafio feito por Lula durante o debate da TV Band, no domingo (18). O presidente se dispôs a abrir os sigilos dele e de familiares caso Flávio autorizasse a divulgação dos próprios dados. A autorização de Flávio também abrange informações bancárias, fiscais e telefônicas dos últimos 20 anos, além de mensagens trocadas com Vorcaro.

Os pedidos do senador foram organizados em quatro grupos: empresas e pessoas ligadas à família de Lula e ao Instituto Lula; relações do governo com Vorcaro; atividades da lobista Roberta Luchsinger e o caso de fraudes contra aposentados do INSS; e despesas pagas com recursos públicos. Flávio pediu que Lula apresente autorizações individuais para a quebra dos sigilos e que o TSE registre nos autos eventual recusa do presidente.

Na frente relacionada à família, o requerimento inclui empresas dos filhos de Lula, entre elas as ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a seu sócio, Fernando Bittar. Também solicita dados do Instituto Lula e de Paulo Okamotto, que presidiu a entidade, além de informações sobre pessoas e empresas que receberam recursos do instituto. Flávio pede que os dados abranjam o período desde 2003.

Sobre Vorcaro, o senador quer a lista de participantes e os registros do encontro do banqueiro com Lula em 4 de dezembro de 2024, além de informações sobre entradas em palácios presidenciais. Também pediu registros de visitas a Vorcaro durante sua custódia na Polícia Federal e planos de voo e passageiros de uma aeronave atribuída a ele na semana de sua prisão, em novembro de 2025.

Outra exigência envolve Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. Flávio quer a abertura de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático dele e de outros assessores que, segundo o requerimento, faziam ou atendiam ligações em nome do presidente. A petição também inclui Roberta Luchsinger, o irmão de Lula, Frei Chico, e o Sindnapi, sindicato citado no contexto das investigações sobre fraudes no INSS.

O pedido relacionado ao cartão corporativo da Presidência se soma a solicitações sobre a agenda da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, visitas de filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, uso de helicópteros e gastos da residência oficial. O cartão corporativo é um meio de pagamento usado por órgãos públicos para despesas institucionais; os registros de gastos podem estar sujeitos a regras de divulgação e proteção de informações.

No requerimento, Flávio classificou o desafio de Lula como “promessa vazia” e “demagogia barata” e afirmou que a transparência exigiria dados de terceiros. Lula, por sua vez, havia condicionado a abertura dos próprios sigilos à autorização de Flávio. O senador pediu ao TSE que intime o presidente a se manifestar sobre as condições apresentadas.

Fontes: O Globo, Valor Econômico, Zero Hora, Folha de S.Paulo

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