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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Padres defendem bispo Adair José Guimarães após ataques em vídeo

Dez religiosos de seis municípios goianos contestaram acusações feitas nas redes sociais e disseram que divergências partidárias não justificam ofensas à honra.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Púlpito vazio com microfone e Bíblia aberta em uma igreja católica. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Púlpito vazio com microfone e Bíblia aberta em uma igreja católica.
Resumo em 30 segundos

Dez padres de seis municípios de Goiás divulgaram uma declaração em defesa do bispo Adair José Guimarães. A manifestação veio após um homem publicar um vídeo em que o chama de “demônio” e o acusa de fazer política durante sermões. Os padres classificaram as acusações como infundadas e pediram respeito diante das divergências políticas.

Dez padres de seis municípios de Goiás divulgaram uma declaração em defesa do bispo Adair José Guimarães após um homem publicar um vídeo nas redes sociais em que o chama de “demônio” e o acusa de fazer política durante sermões. Os religiosos classificaram as ofensas como infundadas e disseram que divergências partidárias não justificam ataques à honra de uma pessoa.

O vídeo mostra o autor usando um boné com o slogan “Lula — Brasil feliz de novo”. Ele afirma que Guimarães seria ligado politicamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro e diz que o bispo não prega o Evangelho, mas fala sobre comunismo. Sem apresentar provas, também sugere que o religioso receberia dinheiro do empresário Daniel Vorcaro para atuar em favor de Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente.

Na gravação, o homem incentiva fiéis a deixarem igrejas cujos líderes, segundo ele, apoiam Bolsonaro. O vídeo também inclui críticas ao ex-presidente e a integrantes de sua família, manifestações de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva e comentários sobre direitos trabalhistas, programas sociais e a ditadura militar.

A declaração de defesa foi assinada pelos padres Hélio Cordeiro, Ary Ramos, Denis Rodrigues, Deusli Evangelista, Frederico Ornelas, Moacir Santana, Carlos Neves, Mário Vieira, Pablo Veleda e Renato Silva. Eles afirmaram que as acusações contra o bispo seriam marcadas por ódio, preconceito ideológico e falta de conhecimento.

Os padres disseram que a política partidária permite posições diferentes e que essa discordância não transforma os envolvidos em inimigos. No texto, citaram uma frase atribuída a Santo Agostinho: “Nas coisas essenciais, unidade; nas duvidosas, liberdade; em todas as coisas, caridade”. Ao final, pediram a intercessão de Nossa Senhora Aparecida pela paz, justiça e reconciliação no Brasil.

Guimarães já abordou temas políticos e ideológicos em manifestações públicas, geralmente em reflexões sobre a participação dos católicos na vida pública e o uso da religião na política. Em agosto de 2025, durante o evento católico Desperta Brasil, em Brasília, pediu uma bênção que, segundo ele, poupasse o país da fome, da guerra, da doença e do comunismo.

Em uma reflexão em vídeo publicada em 15 de janeiro, o bispo criticou ideologias e regimes ditatoriais. Disse que ditaduras provocam fome, miséria e sofrimento e citou comunismo, fascismo e nazismo como regimes que, em sua avaliação, sufocam a liberdade.

Em 28 de setembro, Guimarães comentou a circulação de uma informação falsa segundo a qual haveria uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Ele afirmou que pessoas que usam a imagem da santa para benefício próprio não se sairiam bem. A notícia falsa relacionava a suposta proposta ao senador Flávio Bolsonaro, que negou apoiar uma iniciativa desse tipo.

Em 2 de outubro, o bispo pediu que católicos participassem das eleições e avaliassem o histórico dos candidatos. “Se você anular o voto ou não votar, você está empoderando os piores políticos, porque eles se beneficiam de sua ausência”, declarou. Ele também recomendou que os eleitores considerassem as posições dos candidatos sobre aborto, família e fé.

Fontes: Gazeta do Povo

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