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Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Juiz mantém ex-engenheiro da OpenAI preso sem direito a fiança

Abdulrahman Alfozan é acusado de instalar um gravador em um escritório da OpenAI; a Justiça cita risco de fuga e rejeita a oferta saudita de pagar a fiança.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pequeno gravador sobre uma mesa em um escritório moderno, com salas de reunião ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pequeno gravador sobre uma mesa em um escritório moderno, com salas de reunião ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Um juiz federal dos Estados Unidos decidiu manter preso, sem direito a fiança, Abdulrahman Alfozan, ex-engenheiro da OpenAI acusado de instalar um gravador em um escritório da empresa. A decisão considera o risco de fuga, apesar da oferta do consulado saudita de cobrir uma eventual fiança. A investigação pode levar a novas acusações.

Um juiz federal dos Estados Unidos determinou nesta segunda-feira (19) que Abdulrahman Alfozan, ex-engenheiro da OpenAI, continue preso sem direito a fiança. O saudita de 35 anos é acusado de instalar um gravador em um escritório da empresa em São Francisco, e o magistrado considerou que há risco de fuga.

A decisão foi tomada após uma audiência de cerca de uma hora, na qual foi discutida a oferta do consulado saudita de pagar integralmente uma eventual fiança. O juiz Alex Tse classificou a proposta como “problemática” e disse que ela “parece um cheque em branco”. Segundo ele, há “um risco significativo de não comparecimento”.

Alfozan foi preso em 9 de outubro, depois de ser demitido da OpenAI, criadora do ChatGPT. A acusação é de interceptação de comunicações orais, crime que pode resultar em até cinco anos de prisão. Ele trabalhava na empresa desde 2025.

Os procuradores pediram que ele permanecesse detido e apontaram contatos frequentes com uma pessoa não identificada da família real saudita. De acordo com documentos apresentados pela Procuradoria, essa pessoa teria tentado recrutá-lo para uma iniciativa de inteligência artificial na Arábia Saudita. Em mensagens pelo WhatsApp citadas no processo, o interlocutor escreveu: “A Arábia Saudita precisa mais de você do que os Estados Unidos”. Alfozan respondeu “100”, expressão usada para indicar concordância.

A acusação afirma que a investigação continua e pode levar a novas acusações. O documento também caracteriza o caso como uma preocupação para a segurança nacional dos Estados Unidos. Alfozan não foi formalmente acusado de espionagem, embora o diretor de Inteligência Nacional, Jay Clayton, tenha dito na semana passada que o caso pode ter implicações nessa área.

Os procuradores também citaram uma passagem só de ida para Riade, comprada por Alfozan para embarque em 12 de outubro, como indício de risco de fuga. O advogado de defesa, William Pernik, contestou essa interpretação e afirmou que o cliente tinha uma entrevista de naturalização americana marcada para 6 de novembro.

A esposa de Alfozan e o bebê do casal deixaram os Estados Unidos em 10 de outubro, um dia após a prisão. Segundo os procuradores, as passagens foram pagas por um oficial militar saudita. A acusação sustenta que, independentemente de o engenheiro ter pretendido gravar reuniões para melhorar suas perspectivas de negócios ou ajudar um governo estrangeiro, a conduta atribuída a ele constitui crime.

Fontes: Zero Hora

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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