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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

FGV aponta expectativa de estabilidade no mercado de trabalho

Pesquisa mostra que 38,6% esperam estabilidade nos próximos seis meses; 30,1% acreditam em melhora e 31,3% preveem piora.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Trabalhador revisa um currículo enquanto pessoas aguardam atendimento em um centro de emprego. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Trabalhador revisa um currículo enquanto pessoas aguardam atendimento em um centro de emprego.
Resumo em 30 segundos

A maioria dos entrevistados considera difícil ou muito difícil conseguir emprego no Brasil, segundo pesquisa do FGV Ibre com dados do trimestre encerrado em setembro. Apesar da avaliação negativa do cenário atual, a expectativa para os próximos seis meses melhorou: 38,6% esperam estabilidade, 30,1% preveem melhora e 31,3%, piora.

A maioria dos brasileiros considera difícil encontrar trabalho, embora as expectativas para os próximos seis meses tenham melhorado. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), com dados do trimestre encerrado em setembro, mostra que 58,8% avaliam como difícil ou muito difícil conseguir emprego no país.

A parcela ficou 1,4 ponto percentual acima da registrada no mesmo período de 2025. Já 23,1% disseram que está fácil ou muito fácil encontrar trabalho, queda de 3,1 pontos percentuais na comparação anual. Outros 18,1% consideraram a situação normal, recuo de 4,6 pontos.

A expectativa para os próximos seis meses é menos negativa do que a avaliação do cenário atual. Para 38,6% dos entrevistados, o mercado de trabalho deve permanecer estável, alta de 6,4 pontos percentuais em relação a setembro do ano passado. A proporção dos que preveem piora ou piora acentuada caiu oito pontos, para 31,3%.

Por outro lado, 30,1% acreditam que o mercado pode melhorar ou melhorar muito nos próximos seis meses, aumento de 1,6 ponto percentual em um ano. Assim, a expectativa mais comum é de estabilidade, enquanto quase um terço dos entrevistados vê possibilidade de melhora.

“Os respondentes indicam uma piora marginal na avaliação do momento presente, mas melhoraram suas expectativas em relação aos próximos meses”, afirmou o economista do FGV Ibre Rodolpho Tobler. Segundo ele, a diferença entre a percepção atual e as perspectivas pode refletir a expectativa de melhora da economia e de redução da incerteza.

Os dados fazem parte dos Indicadores de Qualidade do Trabalho, divulgados mensalmente desde julho de 2025. A pesquisa consulta pessoas em idade para trabalhar em todo o país e reúne respostas sobre seis temas, entre eles satisfação com o trabalho, possibilidade de perder emprego ou renda, proteção social e percepção geral do mercado.

Os resultados são calculados com médias móveis trimestrais, método que considera os dados de três meses para reduzir oscilações de um período isolado. Como a série começou em 2025, ainda não há histórico suficiente para avaliar a evolução de longo prazo dos indicadores ou definir se os níveis atuais representam uma tendência consolidada.

Para entender

FGV Ibre
O Instituto Brasileiro de Economia é uma unidade da Fundação Getulio Vargas dedicada a estudos e pesquisas sobre a economia brasileira. Entre suas atividades está a produção de sondagens e indicadores econômicos.
Média móvel trimestral
É um cálculo que combina dados de três meses consecutivos e atualiza o período considerado a cada nova observação. O método ajuda a reduzir oscilações pontuais e a destacar movimentos mais persistentes nos indicadores.

Fontes: Valor Econômico, O Globo

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