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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Polícia Civil prende Da Nike em operação contra rede ligada ao CV

A ação cumpre sete mandados no Rio, na Baixada e em Maricá; policiais militares são investigados por repassar informações e vender armas ilegalmente.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Policiais participam de operação em uma rua do Rio de Janeiro. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Policiais participam de operação em uma rua do Rio de Janeiro.
Resumo em 30 segundos

A Polícia Civil realizou operação contra uma rede suspeita de fornecer drogas e armas ao Comando Vermelho. Até o fim da manhã, três pessoas haviam sido presas, entre elas Leonardo Aguiar, conhecido como Da Nike. A investigação apura a participação de policiais militares em repasses de informações e comércio ilegal de armamentos.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou nesta terça-feira (13) uma operação contra uma rede suspeita de fornecer drogas e armas ao Comando Vermelho (CV), com ações na capital, na Baixada Fluminense e em Maricá. Até o fim da manhã, três pessoas haviam sido presas: duas por mandados judiciais e uma em flagrante; policiais militares também estão entre os investigados.

Um dos detidos é Leonardo Aguiar, conhecido como Da Nike, apontado pela investigação como integrante do braço armado da facção. Outro homem foi preso em flagrante com uma pistola, um radiocomunicador e uma motocicleta roubada. A operação cumpria sete mandados de prisão expedidos pela 16ª Vara Criminal da Capital e seguia em andamento no fim da manhã.

As equipes foram a endereços em Del Castilho e na Penha, na zona norte do Rio, em Nova Iguaçu e em Maricá. A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP), com participação da Corregedoria da Polícia Militar e do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

A investigação apura suspeitas de que agentes públicos usavam seus cargos para informar a facção sobre operações policiais e participavam de um esquema de venda clandestina de armas e munições. Um policial militar da ativa é alvo da ação. A Polícia Militar informou que sua Corregedoria-Geral participa da operação e declarou que não tolera crimes ou desvios de conduta e que pune os envolvidos quando os fatos são constatados.

Um dos principais alvos, o policial militar Yuri Luiz Desiderati Ribeiro, morreu antes da operação. Ele foi baleado em 12 de julho, ao chegar ao condomínio onde morava, no Pechincha, em Jacarepaguá, na zona sudoeste do Rio. A Delegacia de Homicídios da Capital investiga o caso; uma das hipóteses é que a execução tenha sido ordenada pelo próprio CV.

O caso começou após a prisão de Yuri, em outubro de 2023. Na ocasião, ele estava na ativa e foi detido em flagrante por agentes da DRE-CAP na avenida Brasil, junto com outro homem. Os dois transportavam mais de 100 quilos de cocaína. A partir da apreensão, os investigadores reuniram indícios de uma estrutura organizada para comprar, transportar e distribuir drogas e armas em larga escala.

Segundo a apuração, Yuri também repassava informações sobre ações policiais a um traficante conhecido como Hot Wheels, apontado como chefe do tráfico em comunidades de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Outro policial é suspeito de integrar o comércio ilegal de armas de fogo, munições e acessórios e ainda não havia sido localizado na manhã desta terça.

A investigação também identificou suspeitos de compor o braço armado do grupo, responsável pela segurança de chefes do tráfico e pela vigilância de territórios. A Polícia Civil afirma que busca atingir, além de quem transporta e vende drogas e armas, a estrutura que dá apoio à facção, incluindo agentes públicos.

Fontes: Folha de S.Paulo

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