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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Etiqueta de eficiência energética ajuda a comparar eletrodomésticos

No Brasil, o consumo de energia residencial chegou a quase 180 terawatts-hora em 2025; preço de compra e gasto de eletricidade pesam na escolha dos aparelhos.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Consumidor compara etiquetas de eficiência energética em eletrodomésticos numa loja. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Consumidor compara etiquetas de eficiência energética em eletrodomésticos numa loja.
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As residências brasileiras consomem cerca de um terço da eletricidade do país, e os aparelhos que mais pesam na conta variam por região. A etiqueta de eficiência energética permite comparar modelos, enquanto preço, manutenção e hábitos de uso também influenciam o gasto. Especialistas destacam que o custo de operação deve ser considerado junto ao preço inicial.

A escolha de eletrodomésticos eficientes e o modo de usar esses aparelhos influenciam o consumo de energia elétrica nas residências brasileiras. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o país tem quase 85 milhões de domicílios, responsáveis por cerca de um terço da eletricidade consumida; em 2025, o uso residencial chegou a quase 180 terawatts-hora.

O consumo varia conforme a renda e a região. Oswaldo Sanchez Jr., físico e pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), afirma que o ar-condicionado tem peso maior no Norte e no Centro-Oeste, enquanto a conservação de alimentos em geladeiras se destaca no Nordeste. No Sul e no Sudeste, o chuveiro elétrico, usado para aquecer água, é um dos principais responsáveis pelo gasto.

Na hora da compra, o preço inicial costuma ser decisivo, mas especialistas apontam que a conta de luz ao longo do tempo também precisa entrar na comparação. Clauber Leite, diretor de energia sustentável e bioeconomia do Instituto E+ Transição Energética, diz que a diferença de preço de um ar-condicionado mais eficiente pode ser compensada em menos de um ano de uso, graças à economia de eletricidade.

A etiqueta de eficiência energética ajuda a comparar modelos. Ela informa o desempenho do aparelho segundo critérios definidos para cada categoria: em geral, uma classificação mais eficiente indica que o produto consome menos energia para cumprir sua função. Marcelo Colomer, professor e fundador de um grupo de estudos sobre economia de energia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que a redução da conta é o principal motivo para consumidores considerarem essa informação.

No início do ano, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) elevou os requisitos, restringindo a comercialização no país a aparelhos classificados nas faixas A, B e C. Victor Simão, chefe da divisão de regulamentação e qualidade do órgão, afirma que cerca de 75% da população conhece a etiqueta e que 68% levam o dado em conta ao comprar. Para ele, a rotulagem também estimula a concorrência entre fabricantes.

A mudança de critérios se insere em uma política mais ampla de eficiência energética, que pode alterar o mercado ao longo do tempo. Simão cita as lâmpadas de LED como exemplo: antes mais caras, elas ficaram mais acessíveis com políticas públicas que incentivaram a substituição das incandescentes. A comparação de etiquetas, preços e consumo estimado ajuda o consumidor a avaliar não apenas o valor pago na loja, mas também o custo de operação.

A sustentabilidade, porém, ainda não aparece entre as prioridades de compra para a maioria, segundo uma pesquisa realizada em setembro pela empresa de tecnologia para varejo Flipp. Seu diretor-geral, Miguel Rojo Santamaría, afirma que apenas 9% dos entrevistados colocam o tema entre suas três principais prioridades. Ele descreve o consumo consciente como uma busca por informações, comparação de ofertas e atenção ao valor.

Fabricantes também têm incorporado inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina a alguns produtos para ajustar o funcionamento aos hábitos dos usuários. Simone Camargo, diretora de marketing da Midea Carrier, afirma que a IA de seus aparelhos de ar-condicionado aprende com o comportamento do consumidor e pode gerar ganho de 30% de eficiência em relação a um modelo inverter comum. A Electrolux também usa essas tecnologias em produtos; João Zeni, diretor de sustentabilidade da empresa, diz que a procura por eficiência está ligada ao impacto do consumo na conta mensal.

Além da escolha do aparelho, a manutenção e o uso adequado interferem no gasto. O ar-condicionado pode permanecer em funcionamento por dez a 20 anos, segundo o presidente do departamento nacional do setor na Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), que defende considerar a eficiência durante toda a vida útil, e não apenas o preço de compra.

Em 2025, a Energisa investiu R$ 73,6 milhões em iniciativas de eficiência energética. No Mato Grosso, a empresa substituiu mais de 400 mil lâmpadas, 6,1 mil refrigeradores e quase 19 mil ventiladores, beneficiando diretamente 380 mil pessoas, além de promover ações de conscientização em escolas públicas.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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