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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Eleições legislativas dos EUA mobilizam eleitores em disputa pelo Congresso

A votação define 435 cadeiras na Câmara e 35 no Senado; mais de 60 milhões de pessoas já haviam votado antecipadamente até segunda-feira.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitores aguardam para votar em uma seção eleitoral nos Estados Unidos. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitores aguardam para votar em uma seção eleitoral nos Estados Unidos.
Resumo em 30 segundos

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos definem vagas no Congresso e governos estaduais, em uma disputa vista como teste ao governo de Donald Trump. A apuração começou após o fechamento das urnas em Indiana e Kentucky. O comparecimento antecipado superou 60 milhões de eleitores, e os gastos de campanha chegaram a um recorde, segundo a Open Secrets.

Os primeiros estados dos Estados Unidos fecharam as urnas nesta terça-feira, 3 de novembro, nas eleições de meio de mandato, em que os eleitores escolhem integrantes do Congresso e autoridades estaduais. O pleito é tratado como um teste ao governo do presidente Donald Trump, e a apuração começou sem resultados suficientes para confirmar a previsão de avanço democrata.

Indiana e Kentucky foram os primeiros estados a encerrar a votação. Em Indiana, estavam em disputa cadeiras na Câmara dos Representantes e cargos locais; no Kentucky, os eleitores também escolhiam um senador. Ao todo, a eleição define as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 vagas do Senado, além de governos estaduais em 36 estados.

Os democratas precisam conquistar três cadeiras na Câmara e quatro no Senado para assumir o controle das duas casas, atualmente dominadas pelos republicanos. A disputa pelo Senado é especialmente relevante para Trump: caso os democratas obtenham maioria no Congresso, poderão ampliar a fiscalização e abrir investigações sobre o governo, enquanto o controle republicano funciona como uma barreira a iniciativas da oposição.

O comparecimento já superava as expectativas antes do fechamento das urnas. Até o fim de segunda-feira, 60 milhões de pessoas haviam votado antecipadamente, segundo números preliminares citados pela NBC News. Nas últimas eleições de meio de mandato, há quatro anos, 47 milhões votaram antes do dia da eleição; em 2024, quando também houve disputa presidencial, foram 88 milhões de votos antecipados. O total de participantes desta terça-feira só será conhecido depois da contagem.

A campanha foi marcada pela baixa popularidade de Trump, que, segundo o texto, estava em torno de 36% de aprovação, e pelo debate sobre a economia, os preços da energia e o conflito com o Irã. Os democratas tentaram usar o descontentamento com o presidente para ampliar apoio em estados como Califórnia e Nova York e avançar em redutos republicanos, entre eles Alasca e Texas.

Os republicanos procuraram deslocar o debate econômico e apresentaram a eleição como uma escolha entre seu partido e os democratas, a quem descreveram como radicais de esquerda. Também exploraram preocupações de eleitores com imigração e com a participação de crianças transgênero em esportes escolares. Trump defendeu sua atuação na imigração, na guerra contra o Irã e na política de tarifas, mas alguns candidatos republicanos evitaram associar suas campanhas ao presidente.

Na segunda-feira, em sua última aparição pública de campanha, Trump afirmou que a eleição seria “o mais importante em nossas vidas” e chamou a lista democrata de “mais extremista e perigosa da História americana”. O presidente acompanhava a apuração na Casa Branca, ao lado de integrantes de seu gabinete, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio.

O ciclo eleitoral também registrou gastos recordes. A organização Open Secrets calcula que US$ 12 bilhões foram destinados às campanhas, o maior montante já registrado em eleições de meio de mandato. Elon Musk gastou quase meio bilhão de dólares com grupos republicanos, candidatos e aliados, mais do que qualquer outro doador em um único ciclo eleitoral.

Alguns locais de votação, incluindo o condado de Westchester, em Nova York, relataram problemas, mas não havia indicação de falhas graves. O escritório da senadora republicana Susan Collins, do Maine, foi vandalizado durante a noite com sangue falso, segundo uma porta-voz da parlamentar.

Fontes: O Globo

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