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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Eleições de meio de mandato nos EUA renovam 35 vagas no Senado

A votação ocorre nesta terça-feira, 3 de novembro, e sete disputas estaduais são consideradas competitivas; o resultado pode mudar o controle da Casa.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitores caminham em direção a um local de votação nos Estados Unidos, com o Capitólio ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitores caminham em direção a um local de votação nos Estados Unidos, com o Capitólio ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Os eleitores dos Estados Unidos votam nesta terça-feira para renovar 35 das 100 cadeiras do Senado. Os republicanos têm maioria, com 53 senadores, e podem perdê-la. Texas, Maine, Ohio, Iowa, Michigan, Alasca e Kansas concentram as disputas mais competitivas, entre elas uma eleição no Alasca marcada por candidatos homônimos.

Os eleitores dos Estados Unidos votam nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato, que renovam 35 das 100 cadeiras do Senado e podem retirar do Partido Republicano a maioria na Casa. Sete disputas são consideradas especialmente competitivas: Texas, Maine, Ohio, Iowa, Michigan, Alasca e Kansas.

Os republicanos têm atualmente 53 senadores, ante 47 da bancada democrata, que inclui dois independentes. Para conquistar o controle do Senado, os democratas precisam obter saldo suficiente nas cadeiras em disputa para superar a maioria republicana.

No Texas, o democrata James Talarico enfrenta Ken Paxton, procurador-geral do estado e apoiado pelo presidente Donald Trump. O estado não elege um senador democrata desde 1988. O libertário Ted Brown, com cerca de 3% das intenções de voto, também concorre e pode influenciar o resultado.

No Maine, a republicana Susan Collins busca o sexto mandato contra Troy Jackson, ex-presidente do Senado estadual. O estado votou na democrata Kamala Harris na eleição presidencial de 2024, mas reelegeu Collins em 2020, quando Joe Biden venceu a disputa presidencial.

Em Ohio, o ex-senador democrata Sherrod Brown tenta voltar à Casa após perder a reeleição em 2024. Ele enfrenta o republicano Jon Husted, que foi indicado para a cadeira deixada por J. D. Vance quando este assumiu a vice-presidência.

Michigan é o único dos sete estados em que os democratas defendem uma cadeira. Com a saída do senador Gary Peters, Abdul El-Sayed, ex-dirigente de saúde pública, disputa a vaga com Mike Rogers, ex-deputado republicano. Como Donald Trump venceu no estado em 2024, Michigan é uma oportunidade para os republicanos ampliarem sua bancada.

Em Iowa, a republicana Ashley Hinson, deputada federal, concorre contra Josh Turek, deputado estadual democrata, pela vaga de Joni Ernst, que não tenta a reeleição. No Kansas, o senador republicano Roger Marshall busca novo mandato contra Adam Hamilton, pastor metodista e candidato democrata. O estado não elege um senador democrata desde 1932.

No Alasca, o republicano Dan S. Sullivan enfrenta a ex-deputada democrata Mary Peltola e um candidato independente com o mesmo nome: Daniel J. Sullivan Jr., professor aposentado. Integrantes da campanha democrata ajudaram a recrutar o homônimo, segundo relato divulgado sobre o caso; Peltola e o professor negam envolvimento. O governo Trump tentou barrar a certificação de um possível resultado afetado pela confusão entre os nomes, mas a Justiça rejeitou o pedido.

Para entender

Eleições de meio de mandato
Nos Estados Unidos, são eleições legislativas realizadas no meio do mandato presidencial de quatro anos. Além de disputas para o Congresso, podem incluir eleições estaduais e locais. O resultado pode alterar o equilíbrio de poder no Legislativo federal.

Fontes: Folha de S.Paulo

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