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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Eleitores dos EUA escolhem governadores em 36 Estados nesta terça

As eleições de meio de mandato renovam cargos federais e estaduais e funcionam como um termômetro do apoio ao governo de Donald Trump.

Por Redação Plantão Paulista 4 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitor deposita uma cédula em uma urna durante a votação nos Estados Unidos. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitor deposita uma cédula em uma urna durante a votação nos Estados Unidos.
Resumo em 30 segundos

Os eleitores dos Estados Unidos votam nesta terça-feira para escolher governadores em 36 Estados e decidir outras disputas de meio de mandato. Temas locais, como água, aborto, câncer e centros de dados, marcam campanhas acompanhadas de perto. O resultado também pode indicar o apoio à agenda do presidente Donald Trump.

Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para escolher governadores em 36 dos 50 Estados, além de votar em outras disputas das eleições de meio de mandato. A votação ocorre em meio à impopularidade do presidente Donald Trump e à preocupação com o custo de vida, mas temas locais — como água, aborto, câncer e a expansão de centros de dados — também marcam campanhas estaduais.

As eleições de meio de mandato, realizadas no meio do mandato presidencial, renovam cargos federais e estaduais e servem como um termômetro do apoio ao governo em exercício. Neste ciclo, as disputas para governador podem alterar o equilíbrio entre os partidos: atualmente, os democratas comandam 24 Estados e os republicanos, 26. Se os democratas obtiverem saldo positivo de pelo menos dois governos, passarão a liderar a maioria dos Estados pela primeira vez desde 2010.

Entre as corridas acompanhadas de perto estão sete disputas em Estados com eleitorados divididos ou temas de campanha que podem ter repercussão nacional. O resultado pode indicar como os eleitores avaliam a agenda de Trump e oferecer sinais para a eleição presidencial de 2028, especialmente em Estados considerados competitivos.

No Arizona, a governadora democrata Katie Hobbs tenta a reeleição contra o deputado republicano Andy Biggs. A seca tornou a gestão da água um tema central, ao lado da imigração e do custo de vida. Hobbs tenta se apresentar como mais rigorosa na segurança das fronteiras do que democratas de projeção nacional. Biggs, ex-líder do Freedom Caucus na Câmara, defende cortes profundos nos gastos federais.

O aborto também divide os candidatos: Hobbs apoia o direito, enquanto Biggs tem um histórico de oposição. Em 2024, os eleitores do Arizona aprovaram uma emenda à Constituição estadual para proteger esse direito.

Em Michigan, a disputa pela sucessão da governadora democrata Gretchen Whitmer coloca a democrata Jocelyn Benson, principal autoridade eleitoral do Estado, contra o deputado republicano John James. Whitmer não pode concorrer novamente por causa do limite de mandatos. Michigan é considerado um Estado-pêndulo: Donald Trump venceu ali em 2016 e 2024, e Joe Biden ganhou em 2020. Desde a década de 1960, nenhum partido conseguiu eleger governadores consecutivos no Estado.

Na Geórgia, a democrata Keisha Lance Bottoms, ex-prefeita de Atlanta, enfrenta o republicano Rick Jackson, empresário bilionário do setor de saúde, na disputa pelo lugar de Brian Kemp. Bottoms pode se tornar a primeira mulher negra eleita governadora nos Estados Unidos e a primeira democrata a vencer no Estado em mais de 25 anos. Jackson já investiu mais de US$ 100 milhões de recursos próprios e, em linhas gerais, se alinhou à agenda de Trump; Bottoms busca mobilizar a coalizão democrata que ajudou Biden a vencer na Geórgia em 2020.

A campanha em Ohio ganhou atenção nacional após a divulgação de um vídeo contra a democrata Amy Acton, médica e ex-diretora do Departamento de Saúde estadual. A peça, da campanha do republicano Vivek Ramaswamy, mostra a mãe de Acton, Donna Arthur, contestando o relato da filha sobre uma infância marcada por falta de moradia e abuso sexual e pedindo que os eleitores não votem nela. Acton disse ter sido abusada pelo padrasto; ele morreu em 2004, depois de fugir do Estado após ser acusado de estuprar a enteada, e não foi julgado.

Ohio, que se tornou mais favorável aos republicanos desde a vitória de Trump em 2016, é visto como um teste da capacidade democrata de transformar a insatisfação econômica em votos. O partido venceu apenas uma das últimas nove eleições para governador no Estado.

Iowa terá sua primeira eleição para governador sem o titular na disputa desde 2006. A republicana Kim Reynolds decidiu não buscar outro mandato. O auditor estadual Rob Sand, único democrata atualmente eleito para um cargo estadual, enfrenta o empresário republicano Zach Lahn. A taxa de câncer no Estado, a segunda maior do país, atrás apenas da registrada em Kentucky, entrou na campanha junto com o custo de vida. Há preocupação de que nitratos, pesticidas e outros contaminantes ambientais possam contribuir para os casos. Sand critica a gestão fiscal republicana e o programa de vouchers para escolas particulares; Lahn defende cortes de impostos e liberdade de escolha escolar.

Em Nevada, o republicano Joe Lombardo concorre à reeleição contra o procurador-geral democrata Aaron Ford. Tarifas comerciais, turismo em desaceleração e gasolina cara são preocupações dos eleitores. Ford também propõe suspender novos incentivos fiscais para centros de dados e exigir proteção contra aumentos na conta de energia. Lombardo defende esses empreendimentos como motores de crescimento, embora tenha limitado alguns incentivos.

Wisconsin completa a lista de disputas observadas. O republicano Tom Tiffany, deputado federal apoiado por Trump, enfrenta o democrata David Crowley, chefe do Executivo do condado de Milwaukee. Crowley associa o adversário à agenda presidencial; Tiffany tenta reduzir a ênfase nessa ligação. O aborto é um dos principais pontos de divergência: Crowley defende o direito, enquanto Tiffany apoiou uma proposta federal que proibiria a maioria dos abortos após cerca de seis semanas de gestação. A lei estadual proíbe o procedimento depois de 20 semanas e prevê espera de 24 horas e consentimento dos pais para menores.

Fontes: Valor Econômico

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