Pular para o conteúdo
Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Apuração das eleições de meio de mandato nos EUA pode levar semanas

A votação de 2026 ocorre nesta terça-feira, mas regras estaduais, cédulas pelo correio e margens apertadas podem adiar a definição do controle do Congresso.

Por Redação Plantão Paulista 4 min de leitura
Imagem gerada por IA: Funcionários eleitorais organizam e contam cédulas enviadas pelo correio. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Funcionários eleitorais organizam e contam cédulas enviadas pelo correio.
Resumo em 30 segundos

A apuração das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos pode levar dias ou semanas, especialmente em disputas acirradas no Alasca, Maine, Arizona e Califórnia. Regras para receber votos pelo correio e o sistema de escolha ranqueada podem atrasar resultados e a definição do controle do Congresso.

A apuração das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira, pode levar dias ou semanas para definir vencedores em disputas acirradas e indicar qual partido controlará a Câmara dos Representantes e o Senado. A demora é esperada em estados como Alasca, Maine, Arizona e Califórnia, por causa de regras locais, desafios logísticos e do volume de votos enviados pelo correio.

O tempo necessário para contar as cédulas não é o mesmo que o levado para projetar um vencedor. Autoridades eleitorais precisam verificar a elegibilidade dos votos e contabilizá-los; organizações de notícias fazem projeções quando avaliam que o candidato em desvantagem já não tem possibilidade de vencer. Mesmo com uma contagem rápida, uma margem estreita pode exigir alguns dias até que o resultado fique claro.

No Alasca, a disputa pelo Senado entre o republicano Dan S. Sullivan, que ocupa a cadeira, e a democrata Mary Peltola está entre as mais acompanhadas. O estado aceita cédulas pelo correio que cheguem até dez dias depois da eleição, desde que tenham sido postadas até o dia da votação. Para eleitores no exterior, o prazo de recebimento é de 15 dias.

A extensão considera as distâncias e as condições de transporte no território do Alasca, que inclui áreas de difícil acesso. O prazo também afeta quando pode começar uma segunda etapa de apuração. Se nenhum candidato alcançar 50% dos votos, o estado aplica o sistema de escolha ranqueada, mas só depois de encerrado o período para chegada das cédulas enviadas do exterior.

Nesse sistema, os eleitores ordenam candidatos por preferência. Se ninguém obtém a maioria exigida na primeira contagem, o candidato com menos votos é eliminado e suas cédulas são redistribuídas conforme a próxima preferência indicada. As rodadas continuam até que um candidato alcance a marca necessária, o que pode prolongar a definição do resultado.

A disputa do Alasca tem quatro nomes na cédula, incluindo outro candidato chamado Dan Sullivan. O Departamento de Justiça entrou com uma ação para impedir a certificação do resultado se o senador republicano perder por uma margem estreita. Um tribunal federal rejeitou o pedido no domingo, e o governo recorreu.

No Maine, a vaga no Senado é disputada pela republicana Susan Collins e pelo democrata Troy Jackson. As cédulas enviadas pelo correio precisam chegar às autoridades locais até o fechamento das urnas. Ainda assim, a contagem pode se estender se ninguém superar 50% na primeira rodada do sistema de escolha ranqueada. Há também eleitores que podem escrever na cédula o nome de candidatos que não aparecem impressos, o que torna incerta a possibilidade de um resultado conclusivo na primeira etapa.

Arizona e Califórnia também podem demorar a fechar disputas. A Califórnia aceita votos pelo correio recebidos até sete dias após a eleição, desde que tenham sido postados até a data da votação. O Arizona não tem prazo equivalente, mas os dois estados costumam lidar com grande quantidade de cédulas entregues perto do dia da eleição.

Antes de contar esses votos, as equipes eleitorais verificam assinaturas e confirmam informações dos eleitores. Na Califórnia, parlamentares destinaram US$ 40 milhões, cerca de R$ 215 milhões, para acelerar o processo. O plano inclui uma campanha para estimular a devolução antecipada das cédulas.

No condado de Maricopa, o mais populoso do Arizona, um novo sistema permite que eleitores que receberam cédulas pelo correio as entreguem pessoalmente a um funcionário eleitoral, mediante apresentação de documento de identificação. A alternativa evita que esses votos passem pelo procedimento habitual de verificação de assinaturas, descrito como demorado.

A espera por resultados também pode alimentar alegações falsas sobre fraude eleitoral. Donald Trump tem usado atrasos na contagem para questionar a legitimidade do processo. Em 2020, votos pelo correio foram contabilizados depois do dia da eleição e confirmaram a derrota do então presidente para Joseph R. Biden Jr.; Trump continua sem reconhecer o resultado.

Em junho, após a apuração das primárias da Califórnia se estender por vários dias, Trump voltou a alegar que houve uma “GRANDE fraude” e questionou a demora nas redes sociais. Não havia evidências de fraude nas primárias. A eleição para a prefeitura de Los Angeles levou seis dias para ter o vencedor definido, e a disputa para governador foi concluída em sete dias.

A contagem prolongada não é exclusiva dos Estados Unidos, mas costuma causar ansiedade quando as diferenças entre candidatos são pequenas. No Arizona, o secretário de Estado Adrian Fontes afirmou que as margens estreitas deixam eleitores preocupados quando emissoras e agências de notícias não conseguem projetar um vencedor na noite da votação. A definição do controle do Congresso dependerá, portanto, não apenas da contagem, mas também do resultado das disputas mais equilibradas.

Para entender

Escolha ranqueada
Nesse sistema, o eleitor ordena os candidatos por preferência. Se nenhum alcançar a maioria exigida na primeira contagem, o menos votado é eliminado e seus votos são redistribuídos conforme a preferência seguinte indicada nas cédulas. As rodadas podem continuar até que alguém atinja a maioria.

Fontes: O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também