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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Elefante Somanna provoca correria em procissão do Dasara na Índia

O animal danificou dois carros e três motos, foi sedado por veterinários e levado de volta ao templo; ninguém ficou ferido no episódio.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Estrutura religiosa ornamentada caída em uma rua decorada para um festival, perto de veículos danificados. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Estrutura religiosa ornamentada caída em uma rua decorada para um festival, perto de veículos danificados.
Resumo em 30 segundos

Somanna, escolhido para carregar o ambari pela primeira vez, saiu do trajeto durante uma procissão do Dasara em Shivamogga, na Índia. A estrutura religiosa caiu e foi danificada, e o elefante atingiu veículos. Veterinários sedaram o animal, que se recuperava no templo. Após o episódio, autoridades anunciaram novas exigências de treinamento.

Um elefante chamado Somanna saiu do trajeto durante uma procissão hindu em Shivamogga, no sul da Índia, e provocou correria entre participantes do festival Dasara. O animal carregava uma estrutura religiosa ornamentada com ouro e prata, que caiu e foi danificada; ninguém ficou ferido, mas veículos foram atingidos.

Somanna correu de volta pelo caminho da celebração e danificou dois carros e três motocicletas, segundo informações divulgadas pelas autoridades. Imagens do episódio mostram pessoas tentando se afastar enquanto agentes florestais e policiais buscavam controlar o elefante. Os organizadores interromperam a procissão antes do horário previsto.

Veterinários sedaram o animal, que foi levado de volta ao templo e se recuperava após o incidente. Somanna havia sido escolhido para carregar o ambari — estrutura que transportava uma representação de uma divindade hindu — pela primeira vez. O elefante que costumava cumprir essa função, Sagar, estava fora da procissão por causa de uma lesão na perna.

A celebração fazia parte do Dasara, festival hindu ligado à vitória da deusa Chamundeshwari sobre o demônio Mahishasura. Em Shivamogga, a procissão conhecida como Jamboo Savari partiria das proximidades do Palácio Shivappa Nayaka e deveria terminar no Allama Prabhu Grounds, onde estava prevista uma cerimônia religiosa.

A escolha de Somanna foi questionada após o episódio. Prasanna Krishna Patagar, conservador-adjunto de florestas de Shivamogga, afirmou que o elefante foi selecionado por ter apresentado bom desempenho em dez dias de ensaios.

O ministro das Florestas de Karnataka, Ramalinga Reddy, determinou que elefantes usados em procissões passem por pelo menos 20 dias de treinamento. Ele também pediu que os animais sejam preparados por condutores experientes antes de participar de eventos públicos com grande concentração de pessoas.

O incidente reacendeu críticas ao uso de elefantes em celebrações, sobretudo diante da exposição dos animais a multidões, música alta, deslocamentos prolongados e ao transporte de estruturas pesadas. Elefantes asiáticos vivem na Índia, onde também ocorrem conflitos entre animais e pessoas; no caso de Somanna, porém, não houve feridos.

Fontes: O Globo

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