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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Sweety Akhtar segue sem confirmação oficial após execução anunciada

Bangladesh pediu à Arábia Saudita as sentenças e informações sobre o processo, mas a família ainda não sabe se Sweety está viva ou morta.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Familiares em uma casa em Bangladesh aguardam notícias pelo celular. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Familiares em uma casa em Bangladesh aguardam notícias pelo celular.
Resumo em 30 segundos

As autoridades sauditas anunciaram em 14 de outubro a execução de Sweety Akhtar e Nazrul Islam Abdul Basir, cidadãos de Bangladesh. A família de Sweety diz não ter recebido confirmação oficial e relata que ela não mencionou condenação na última ligação. Bangladesh pediu documentos e detalhes dos processos a Riad, mas ainda aguardava resposta em 22 de outubro.

A família de Sweety Akhtar, uma trabalhadora de Bangladesh que as autoridades sauditas anunciaram ter executado, ainda tenta obter confirmação oficial da morte. O governo da Arábia Saudita informou em 14 de outubro que executou Sweety e Nazrul Islam Abdul Basir, também de Bangladesh, após condená-los por atos descritos como imorais em uma mesquita de Meca. Parentes de Sweety dizem que souberam da notícia por rumores, redes sociais e terceiros, sem receber comunicação formal.

O Ministério das Relações Exteriores de Bangladesh informou ter tomado conhecimento da execução de dois cidadãos do país, mas não conseguiu confirmar inicialmente suas identidades. Bangladesh pediu às autoridades sauditas cópias das sentenças e informações sobre os processos. Até 22 de outubro, Riad não havia respondido ao pedido, segundo as informações divulgadas pelo governo bengalês.

Fazal Mia, pai de Sweety, afirmou que falou com a filha por telefone em 13 de outubro, um dia antes do anúncio saudita. Segundo ele, ela não mencionou julgamento nem condenação à morte. Em uma conversa anterior, a mulher teria dito que poderia ser libertada em dois meses. As ligações durante a prisão eram irregulares, mas, depois de cerca de um ano sem notícias, Sweety voltou a telefonar aproximadamente uma vez por mês.

A família afirma que não sabe se Sweety está viva ou morta e pede que o governo esclareça o caso. A irmã mais velha soube da notícia sobre a condenação por meio de um vídeo publicado no Facebook e enviado por uma amiga. Segundo os parentes, Sweety nunca havia contado que poderia receber pena de morte.

O motivo da prisão também é contestado. Um memorando consular de 18 de outubro registra que Sweety foi detida em 2 de agosto de 2023 sob acusação de adultério. Outra versão, divulgada na imprensa de Bangladesh, relaciona a prisão a “atos indecentes” dentro de uma mesquita, sem explicar a natureza da conduta atribuída a ela.

A família diz acreditar que Sweety foi vítima de uma armação, após uma discussão com outras trabalhadoras. Uma versão atribuída à própria mulher afirma que colegas teriam comprado um carro ilegalmente e que ela acabou detida junto com o grupo. Não há informação sobre o destino das demais mulheres. Sweety trabalhava como faxineira para a empresa Al Majal e ficou presa em uma unidade feminina em Jeddah.

Nazrul Islam Abdul Basir foi incluído no mesmo anúncio de execução. Segundo as informações divulgadas, ele havia sido detido um dia antes de Sweety, com base na legislação saudita sobre crimes cibernéticos. Autoridades de Bangladesh também disseram não ter recebido aviso sobre a sentença ou a aplicação da pena contra ele.

Sweety foi para a Arábia Saudita em março de 2023, contratada para trabalhar como faxineira no complexo da Grande Mesquita de Meca. Nos primeiros cinco ou seis meses, enviou dinheiro à família, mas os repasses pararam antes de os parentes saberem que ela havia sido presa. A mulher, nascida na região de Tangail, em Bangladesh, tinha uma filha e voltou a morar com os pais após se separar do primeiro marido. Mais tarde, casou-se novamente; o segundo marido havia migrado para a Arábia Saudita e deixou de manter contato com ela.

A confirmação oficial sobre o destino de Sweety e os documentos solicitados por Bangladesh podem esclarecer tanto a execução anunciada quanto as circunstâncias das condenações. Até que as autoridades sauditas forneçam essas informações, a família continua sem confirmação direta sobre o que aconteceu com ela.

Fontes: O Globo

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