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Sexta-feira, 16 de outubro de 2026

El Niño deixa Amazônia mais propensa a incêndios em 2026

Satélites registram mais fogo e fumaça, enquanto a Nasa prevê uma temporada severa; Manaus enfrenta ar péssimo e suspende atividades.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Fumaça densa cobre a floresta amazônica e reduz a visibilidade perto de um rio. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Fumaça densa cobre a floresta amazônica e reduz a visibilidade perto de um rio.
Resumo em 30 segundos

A seca associada ao El Niño aumenta o risco de incêndios na Amazônia, onde satélites já detectam mais fogo e fumaça. Em Manaus, a qualidade do ar chegou a níveis péssimos, com suspensão de aulas e atividades ao ar livre. A Nasa prevê novos focos nos próximos meses e recomenda evitar queimadas.

A seca associada ao fenômeno climático El Niño está deixando a Amazônia mais propensa a incêndios, segundo avaliação divulgada pela Nasa nesta quinta-feira (15). Satélites já registram aumento de fogo e fumaça na região, e a agência prevê uma temporada de queimadas que pode ser longa e severa.

Em Manaus, a fumaça reduziu a qualidade do ar a níveis considerados péssimos. Escolas, universidades e atividades ao ar livre foram suspensas, segundo a Nasa. Também há focos de incêndio perto de Santarém, no Pará, e da capital amazonense.

O cientista Douglas Morton, da agência espacial, afirmou que os focos fazem parte de uma sequência de queimadas que atinge regiões tropicais. Ele comparou a situação atual aos padrões observados durante o El Niño de 2015 e 2016, que voltaram a aparecer em 2023.

Naquele ano, a Amazônia enfrentou uma seca histórica. A estiagem fez os níveis dos rios caírem drasticamente, isolou comunidades e afetou a vida e a economia locais, que dependem do transporte fluvial. A Nasa afirma que a atual onda de incêndios, impulsionada pelo El Niño de 2026, segue um padrão semelhante.

Antes de chegar à Amazônia, a sequência já atingiu partes da Indonésia. Desde agosto, seca, fogo e fumaça afetam áreas do país; em outubro, centenas de casas foram destruídas por chamas, e uma densa camada de fumaça encobriu ilhas em muitos dias.

Morton afirmou que a Amazônia é o segundo ponto dessa cadeia de impactos. Ele espera mais incêndios em novembro e dezembro em Roraima, no norte do Pará, no Amapá e em áreas da Venezuela, da Guiana e do Suriname. Para agosto e setembro do próximo ano, o pesquisador apontou risco em áreas mais ao sul da Amazônia e no Paraguai.

O cientista recomendou evitar queimadas neste ano, inclusive em regiões onde ainda não há grande atividade de fogo. Embora raios possam provocar incêndios, isso ocorre raramente na Amazônia. A maior parte do fogo na região é causada por pessoas, em ações de limpeza de terrenos ou em atividades criminosas ligadas especialmente ao desmatamento.

A fumaça é formada por partículas e gases liberados na queima de vegetação e pode prejudicar a saúde e reduzir a visibilidade. A situação em Manaus também evidencia como os incêndios podem afetar serviços e atividades cotidianas, além das áreas diretamente atingidas pelas chamas.

Para entender

El Niño
Fenômeno climático natural ligado ao aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico equatorial. Pode alterar padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do mundo, contribuindo para períodos de seca em algumas áreas.

Fontes: Folha de S.Paulo

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