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Sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Egito encontra fragmentos de estátuas colossais de Ramsés II

Os vestígios foram achados em Behbeit el-Hagar, no Delta do Nilo, após um agricultor avisar as autoridades sobre uma pedra perto de sua casa.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Arqueólogos examinam fragmentos de estátuas de pedra em uma escavação no Delta do Nilo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Arqueólogos examinam fragmentos de estátuas de pedra em uma escavação no Delta do Nilo.
Resumo em 30 segundos

Dois fragmentos de estátuas atribuídas a Ramsés II foram encontrados em Behbeit el-Hagar, no Delta do Nilo. Uma escultura teria cerca de 8,5 metros de altura; da outra restou uma peça de aproximadamente 2,4 metros. As escavações seguem para esclarecer como as obras se relacionavam com as construções da região.

Dois fragmentos de estátuas monumentais atribuídas ao faraó Ramsés II foram encontrados em Behbeit el-Hagar, na província de Gharbia, no Delta do Nilo, no Egito. A descoberta ocorreu depois que o agricultor Khaled El-Shahat Khalil avisou as autoridades sobre uma pedra que encontrou em frente à própria casa.

Uma das esculturas teria cerca de 8,5 metros de altura, contando a base, segundo estimativas dos especialistas. Dela foram localizados uma cabeça de 1,6 metro, que mostra o faraó com a coroa dupla do Alto e do Baixo Egito, e parte da coluna dorsal, com uma inscrição ligada ao nome de Hórus do governante.

A equipe também identificou um fragmento de outra estátua real, com aproximadamente 2,4 metros. A peça não conserva as pernas nem a base, mas mantém traços faciais e parte do nemes, o adorno tradicional usado pelos faraós. Os arqueólogos consideram que ela também pode representar Ramsés II.

Nas proximidades, foi encontrado um bloco de granito rosa de 1,3 metro de comprimento. Hieróglifos na pedra identificam Ramsés II como “Rei do Alto e Baixo Egito” e “Filho de Rá”, título que o associa ao deus solar da mitologia egípcia.

O achado levou o Conselho Supremo de Antiguidades do Egito a realizar escavações de emergência. Os trabalhos e estudos seguem em andamento para esclarecer a relação entre as duas esculturas e entender como elas faziam parte do conjunto arquitetônico da região.

Behbeit el-Hagar é conhecida pelas ruínas de um antigo templo dedicado à deusa Ísis. Os vestígios das estátuas podem ampliar o conhecimento sobre a importância histórica do local e a presença de monumentos reais no Delta do Nilo. Ainda não foi esclarecido como as esculturas se encaixavam no espaço do templo ou em outras construções da área.

Ramsés II governou o Egito entre aproximadamente 1279 a.C. e 1213 a.C., durante a 19ª dinastia. Seu reinado ficou associado a grandes obras, entre elas os templos de Abu Simbel. Estátuas colossais tinham função política e religiosa: a escala das imagens ajudava a representar a autoridade do faraó e sua ligação com os deuses.

Khalil comunicou o achado às autoridades em vez de retirar a pedra do local. O ministro do Turismo e Antiguidades, Sherif Fathy, e o governador de Gharbia, Alaa Abdel Moaty, visitaram o morador para reconhecer sua iniciativa. Khalil e a mulher receberam certificados de reconhecimento e uma viagem de peregrinação a Meca, na Arábia Saudita.

Para entender

Behbeit el-Hagar
Localidade do Delta do Nilo conhecida pelas ruínas de um antigo templo dedicado a Ísis. A área preserva vestígios arqueológicos que ajudam a estudar a presença de monumentos e práticas religiosas no Egito Antigo.
Nemes
Adorno de tecido usado na cabeça dos faraós, geralmente representado com faixas que caem sobre os ombros. É um elemento comum em esculturas e imagens reais do Egito Antigo.

Fontes: O Globo

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