Eduardo Leite diz que RS poderá pagar salários integralmente em 2027
A declaração ocorre após aliados de Luciano Zucco apontarem risco de parcelamento, embora afirmem que a nova gestão pretende evitar a medida.
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Eduardo Leite afirmou que deixará o Rio Grande do Sul em condições de pagar integralmente os salários dos servidores ao longo de 2027. Aliados do governador eleito Luciano Zucco dizem que há risco de parcelamento, mas que a equipe pretende evitá-lo. O funcionalismo estadual teve pagamentos parcelados por 57 meses, até novembro de 2020.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou nesta sexta-feira (6) que deixará o Estado em condições de pagar integralmente os salários dos servidores ao longo do ano. A declaração ocorre após aliados do governador eleito, Luciano Zucco, apontarem risco de parcelamento dos vencimentos em 2027.
Leite disse que a capacidade de manter os pagamentos dependerá também das decisões da próxima gestão. “Entrego o Estado em condições de pagar integralmente os salários dos servidores ao longo do ano. Agora, não sei quais são as decisões que o governo (Zucco) vai tomar, se ele vai gastar mais numa ponta ou na outra e isso vai esgotar recursos e possibilidades”, afirmou.
Na quinta-feira (5), o deputado estadual Cláudio Branchieri (PL), relator da proposta de lei orçamentária anual e cotado para assumir a Secretaria Estadual da Fazenda no governo Zucco, disse que o risco de parcelamento existe, mas que a medida não está nos planos da equipe. Ele afirmou acreditar que ações efetivas poderão evitar esse cenário.
Na quarta-feira (4), o deputado estadual Gustavo Victorino (Republicanos), aliado de Zucco, declarou em um evento com empresários que o Estado poderia ficar sem dinheiro para pagar os servidores ainda no primeiro semestre de 2027, caso nada seja feito. Victorino classificou a situação financeira do Rio Grande do Sul como “pré-falimentar”.
As falas colocaram em debate a situação do caixa estadual e a possibilidade de atraso ou divisão dos pagamentos. Leite sustenta que entregará condições para quitar os salários ao longo do ano; Branchieri reconhece que o parcelamento é um risco, embora diga que a nova gestão pretende evitá-lo.
O funcionalismo do Rio Grande do Sul já enfrentou pagamentos parcelados durante 57 meses, período equivalente a quase cinco anos, a partir do governo de José Ivo Sartori. O pagamento integral e em dia foi retomado em novembro de 2020, durante a gestão de Leite.
A lei orçamentária anual define a previsão de receitas e despesas do Estado para o ano seguinte. O texto orienta o planejamento dos gastos públicos, mas a execução depende da arrecadação e das decisões de gestão. A discussão sobre os salários, portanto, envolve tanto a disponibilidade de recursos quanto a forma como o próximo governo distribuirá as despesas.