Zucco pretende reduzir número de secretarias do Rio Grande do Sul
O governador eleito quer passar de 30 pastas para entre 15 e 20; a lista de possíveis extinções ou incorporações será analisada durante a transição.
Resumo em 30 segundos
Luciano Zucco afirmou que pretende reduzir de 30 para entre 15 e 20 o número de secretarias do governo do Rio Grande do Sul. A definição será feita durante a transição com Eduardo Leite, sem anúncio de quais pastas podem ser extintas ou incorporadas. Zucco também pretende manter programas estaduais e negociar a dívida com a União.
Luciano Zucco, eleito governador do Rio Grande do Sul no primeiro turno neste domingo, disse nesta segunda-feira, 5 de outubro, que pretende reduzir de 30 para entre 15 e 20 o número de secretarias estaduais. Ele afirmou que a reorganização será analisada durante a transição com o atual governador, Eduardo Leite, e que ainda não definiu quais pastas poderão ser extintas ou incorporadas.
A intenção é diminuir a estrutura do governo estadual. Durante a campanha, Zucco havia defendido o corte de dez secretarias. Agora, afirmou que a equipe examinará cada pasta para identificar possíveis áreas de atuação em comum. O governador eleito não informou nomes para o futuro secretariado.
Zucco declarou que pretende escolher pessoalmente os secretários e que o critério será a capacidade de entregar resultados, independentemente de a pessoa ser parlamentar ou ter filiação partidária. Ele disse que fará convites oficiais antes de anunciar indicações.
O governador eleito também afirmou que manterá o RS Seguro e o Devolve ICMS, programas da gestão atual. O primeiro articula forças de segurança e atua em 20 municípios; Zucco pretende ampliar sua abrangência. O segundo devolve parte do imposto a famílias de baixa renda.
Há mais de 200 programas estaduais, segundo Zucco. Durante a transição, a equipe deverá avaliar quais outras iniciativas continuarão. Ele afirmou que pretende preservar as que apresentem resultados efetivos e uma relação adequada entre custos e benefícios.
A transição também deverá tratar das contas do Estado. O Rio Grande do Sul terá de retomar o pagamento da dívida com a União em maio do próximo ano, quando termina a suspensão de três anos concedida pelo governo federal em razão da enchente. Zucco disse que buscará uma nova negociação.
O governador eleito ainda mencionou a proposta de criação de um fundo constitucional para financiar o desenvolvimento das regiões Sul e Sudeste. O projeto está em tramitação no Congresso Nacional, e Zucco afirmou que discute o tema com outros governadores e lideranças políticas. Ele considera que o fortalecimento de representantes dessas regiões poderá ajudar na articulação para aprovar a medida.
A eleição de Zucco ocorreu no primeiro turno, com 58,05% dos votos. O novo mandato começará oficialmente em 6 de janeiro. O governador eleito afirmou que pretende conversar nos próximos dias com Leite para iniciar a transição.