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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

DoorDash compra Instacart por US$ 17 bilhões para ampliar entregas

O acordo prevê US$ 65 por ação, em dinheiro e ações, e deve ser concluído entre o fim de 2027 e o primeiro semestre de 2028.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Entregador com sacolas de supermercado diante de uma loja. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Entregador com sacolas de supermercado diante de uma loja.
Resumo em 30 segundos

A DoorDash acertou a compra da Instacart por cerca de US$ 17 bilhões, em uma operação que ainda depende de etapas para ser concluída. A empresa pretende manter a marca, o aplicativo e a tecnologia da Instacart. O negócio ampliaria sua atuação em entregas de supermercado e intensificaria a disputa com Uber, Walmart e Amazon.

A DoorDash acertou a compra da Instacart por cerca de US$ 17 bilhões, em uma operação anunciada nesta quinta-feira. O acordo prevê pagamento de US$ 65 por ação, em dinheiro e ações, e ainda precisa ser concluído: a expectativa é que isso ocorra no fim de 2027 ou no primeiro semestre de 2028.

O preço oferecido representa um prêmio de 26% em relação ao fechamento das ações da Instacart em 22 de outubro, antes de surgirem notícias sobre uma possível venda. Para financiar a aquisição, a DoorDash pretende usar recursos disponíveis e assumir dívida junto ao JPMorgan Chase. A empresa afirmou que busca manter uma estrutura compatível com classificações de crédito de grau de investimento.

Após a conclusão, a DoorDash planeja preservar a marca Instacart, o aplicativo e os produtos de tecnologia corporativa da empresa. A Instacart tem sede em San Francisco e abriu capital em 2023, depois de crescer durante a pandemia de covid, quando aumentou a procura por compras online e entregas sob demanda.

A compra ampliaria a atuação da DoorDash na entrega de produtos de supermercado. A empresa, que já é o principal aplicativo de entrega de refeições nos Estados Unidos, também compete em categorias além de restaurantes. A disputa pelo mercado de compras online inclui a Uber, o Walmart e a Amazon, que têm ampliado seus serviços de entrega.

A combinação dos negócios ocorre em um setor cada vez mais competitivo, no qual plataformas de entrega buscam atender a pedidos de diferentes tipos de produtos. Para a DoorDash, a Instacart acrescentaria operações e tecnologia voltadas ao supermercado. O executivo-chefe da DoorDash, Tony Xu, já descreveu essa área como a de crescimento mais rápido dentro da companhia.

No mesmo dia do anúncio, a DoorDash divulgou resultados do terceiro trimestre de 2026. O valor bruto dos pedidos — total movimentado nas encomendas antes de considerar despesas — avançou 36%, para US$ 33,9 bilhões, acima da projeção média de analistas, de US$ 33,7 bilhões. O número de pedidos também superou as expectativas.

Para o quarto trimestre, a companhia estimou que o valor bruto dos pedidos ficará entre US$ 35,4 bilhões e US$ 36,4 bilhões, faixa acima das previsões do mercado. A empresa também espera Ebitda ajustado entre US$ 900 milhões e US$ 1,1 bilhão. O indicador mede o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização; o ponto médio da previsão ficou um pouco abaixo da estimativa média de US$ 1,06 bilhão.

A DoorDash prevê manter investimentos relevantes em novas categorias de compras, expansão internacional e infraestrutura tecnológica. A conclusão da compra da Instacart depende das etapas necessárias para finalizar a transação, e as empresas projetam o fechamento entre o fim de 2027 e o primeiro semestre de 2028.

Para entender

Valor bruto dos pedidos
Indicador que soma o valor das encomendas feitas pela plataforma antes de descontar despesas. É usado para acompanhar o volume de atividade do negócio, mas não corresponde diretamente à receita nem ao lucro da empresa.
Ebitda ajustado
Medida de resultado que considera o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, com ajustes definidos pela empresa. É usada para avaliar o desempenho operacional, mas não equivale ao lucro líquido nem ao fluxo de caixa.

Fontes: Valor Econômico

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