Democratas conquistam maioria no Congresso e prometem fiscalizar Trump
Nas midterms 2026, o partido também destacou o custo de vida entre suas prioridades; a nova maioria não tira Donald Trump da Presidência.
Resumo em 30 segundos
Os democratas conquistaram a maioria no Senado e na Câmara dos Representantes nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. Lideranças do partido celebraram o resultado e disseram que pretendem priorizar o custo de vida e fiscalizar o governo de Donald Trump. O presidente permanece no cargo pelos dois anos restantes do mandato.
O Partido Democrata conquistou a maioria no Senado e na Câmara dos Representantes nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira, e impôs uma derrota ao presidente Donald Trump. Lideranças democratas celebraram o resultado nesta quarta-feira e disseram que pretendem usar o novo controle do Congresso para enfrentar o custo de vida e fiscalizar o governo.
O ex-presidente Barack Obama afirmou que os eleitores pediram uma política capaz de unir o país e apresentar soluções. Ele disse que os democratas devem “arregaçar as mangas”, promover mudanças onde tiverem poder e evitar “maiores danos” durante os dois anos restantes do governo Trump.
Nancy Pelosi, ex-presidente da Câmara, declarou que a votação expressou a demanda por custos mais baixos, melhor assistência médica e prioridade às famílias trabalhadoras. Ela pediu que os representantes eleitos usem a maioria para reduzir despesas, defender a Previdência Social e o Medicare, proteger liberdades e cobrar o governo.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que está pronto para trabalhar com a nova maioria. “Hoje é um grande dia para a América. O povo americano se manifestou e deixou claro que deseja o fim dos altos custos, do caos interminável e da corrupção constante dos republicanos em Washington”, disse.
Na Câmara, Hakeem Jeffries, reeleito por um distrito de Nova York, declarou que os “extremistas do MAGA” estão em fuga. A sigla corresponde ao lema de Trump, “Make America Great Again”, ou “Torne a América Grande Novamente”.
Abdul El-Sayed, eleito senador por Michigan, afirmou que o vice-presidente J. D. Vance terá de empossá-lo em janeiro. Ele se tornou o primeiro senador muçulmano eleito na história do país, segundo a matéria. No discurso, dirigiu-se a Vance e a Trump, dizendo que o presidente poderia chamá-lo de senador depois da posse.
A eleição também levou Xavier Becerra ao governo da Califórnia. Ele foi apresentado como o primeiro latino eleito governador do estado e comemorou a vitória em Sacramento, onde afirmou que aquela era uma grande noite para californianos, americanos e filhos de imigrantes. “Senhoras e senhores, vocês entraram agora na Era Becerra”, disse.
Peggy Flanagan, eleita por Minnesota, tornou-se a primeira senadora indígena dos Estados Unidos, conforme a matéria. Ela disse a apoiadores que eles haviam derrotado Trump e criticou cortes de apoio a crianças e idosos, além de defender que a mudança política resulte da união das pessoas. Kirsten Gillibrand, senadora reeleita por Nova York, afirmou ter se surpreendido com a dimensão do avanço democrata: “A dimensão da onda azul é maior do que eu jamais imaginei”.
As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, renovam cargos no Congresso no meio do mandato presidencial. A maioria nas duas Casas dá aos democratas maior poder para definir a agenda legislativa e fiscalizar o Executivo, embora Trump permaneça na Presidência. Pelosi e Schumer indicaram que o custo de vida estará entre as prioridades do partido.