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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Democratas assumem controle das duas casas do Congresso dos EUA

A oposição terá maioria no Senado e na Câmara dos Representantes a partir de 3 de janeiro; duas disputas senatoriais ainda aguardam apuração.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Capitólio dos Estados Unidos em Washington, sob céu claro. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Capitólio dos Estados Unidos em Washington, sob céu claro.
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Os democratas conquistaram a maioria no Senado e na Câmara dos Representantes nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. A nova composição assume em 3 de janeiro, e duas disputas para o Senado ainda estão em aberto. O resultado pode dificultar a aprovação de leis pelo governo de Donald Trump e abrir caminho para investigações parlamentares.

Os democratas conquistaram o controle das duas câmaras do Congresso dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira, 3 de novembro. O resultado reduz a margem de ação do presidente Donald Trump e dá à oposição maioria no Senado e na Câmara dos Representantes a partir de 3 de janeiro, quando o novo Congresso toma posse.

No Senado, os democratas ganharam sete cadeiras e devem ter ao menos 54 dos 100 assentos. Duas disputas, no Mississippi e no Alasca, ainda estavam em aberto na tarde de quarta-feira, pelo horário de Brasília, e a contagem poderia levar dias. Na Câmara, a oposição pode superar 250 cadeiras entre as 435, de acordo com uma projeção citada na apuração eleitoral.

As eleições de meio de mandato ocorrem no meio do mandato presidencial de quatro anos. Nelas, são renovadas todas as cadeiras da Câmara e parte do Senado; também há disputas para governos estaduais e outros cargos, conforme o calendário de cada estado. Em 2026, a votação foi realizada em 3 de novembro, e os resultados definem a composição do Congresso para os próximos dois anos.

Com o controle das duas casas, os democratas poderão conduzir a pauta legislativa e assumir a liderança das comissões parlamentares. Antes da posse dos novos congressistas, Trump ainda pode tentar aprovar propostas com a atual maioria republicana, mas depende do apoio de sua bancada. Depois de janeiro, comissões lideradas pela oposição poderão abrir investigações sobre as finanças do presidente e cobrar explicações do secretário de Defesa sobre a guerra no Irã e ataques no Caribe e no Pacífico.

O custo de vida esteve entre os fatores apontados para o resultado. A alta da gasolina, os gastos com saúde, os financiamentos imobiliários e a impopularidade da guerra no Oriente Médio alimentaram a insatisfação dos eleitores. O cientista político Todd Belt, da Universidade George Washington, avaliou que o resultado representa “uma forte rejeição a Donald Trump e às suas políticas”.

Trump afirmou à Fox que a derrota teve relação parcial com o Irã, mas defendeu sua atuação no conflito. O presidente também parabenizou os democratas e disse que pretende trabalhar com a oposição. Em uma publicação na rede Truth Social, porém, divulgou uma imagem de seu boné vermelho com a palavra “Veto”.

A disputa também favoreceu os democratas em eleições estaduais: o partido venceu mais da metade das 36 corridas para governador. Gina Hinojosa foi eleita no Texas, e Keisha Lance Bottoms venceu na Geórgia, onde será a primeira mulher negra a governar o estado. Na Flórida, os republicanos elegeram Byron Donalds, que será o primeiro governador negro do estado.

O resultado abre espaço para que a oposição investigue o governo e dificulte a aprovação de leis, embora o presidente mantenha o poder de veto. Para derrubar um veto presidencial, o Congresso precisa reunir dois terços dos votos em cada câmara, o que torna decisiva a composição legislativa.

Fontes: Zero Hora

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