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Sábado, 31 de outubro de 2026

Abdul El-Sayed enfrenta racha democrata em Michigan antes da eleição

Haley Stevens saiu da lista de participantes de um comício em Detroit após críticas ao candidato por um anúncio sobre Israel e a guerra em Gaza.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Palco com microfone e cadeiras vazias sendo preparado para um comício em Detroit. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Palco com microfone e cadeiras vazias sendo preparado para um comício em Detroit.
Resumo em 30 segundos

A poucos dias da eleição de meio de mandato, Abdul El-Sayed enfrenta críticas públicas de Haley Stevens, que perdeu para ele nas primárias democratas de Michigan. O conflito envolve um anúncio sobre Israel e Gaza feito por um grupo externo à campanha. A disputa pode afetar uma corrida decisiva para o controle do Senado.

O candidato democrata ao Senado por Michigan, Abdul El-Sayed, enfrenta um racha dentro do partido a poucos dias da eleição de meio de mandato. A deputada Haley Stevens, derrotada por ele nas primárias, deixou de aparecer na lista de participantes de um comício previsto para domingo, em Detroit, depois de uma semana de críticas públicas entre os dois.

A campanha de El-Sayed teria pedido a Stevens que não participasse de eventos recentes. O desentendimento envolve um anúncio de um grupo progressista que não integra a campanha do candidato. Ambientada em um supermercado, a peça sugere que Israel e a guerra em Gaza contribuem para elevar os preços pagos pelos americanos.

Stevens chamou o anúncio de antissemita e cobrou um pedido de desculpas de El-Sayed. Embora não tenha relação com a produção da peça, ele já usou argumento semelhante sobre os custos em momentos de sua campanha. O candidato respondeu que Stevens parecia tentar reabrir a disputa das primárias, encerrada três meses antes.

As posições sobre Israel e Gaza pesaram na votação interna democrata em Michigan. Stevens tem proximidade com a comunidade judaica, enquanto El-Sayed, filho de egípcios, busca mobilizar eleitores árabe-americanos. Ao mesmo tempo, ele tenta preservar o apoio tradicional dos judeus ao Partido Democrata. No fim de agosto, pediu desculpas por comentários interpretados como justificativa para um ataque a uma sinagoga no estado, ocorrido em março.

A senadora democrata de Michigan Mallory McMorrow criticou Stevens na sexta-feira. “Não tenho a mínima ideia do que Haley Stevens está fazendo”, disse à CNN, acrescentando que o partido deveria reconhecer a gravidade do momento diante das tentativas de Donald Trump de influenciar os resultados antes da eleição.

A disputa é estratégica para o controle do Senado. A cadeira de Michigan é a única atualmente ocupada por democratas que o Cook Political Report classifica como empate. Uma vitória de El-Sayed ajudaria o partido a tentar conquistar a maioria na Casa e seria também um teste para a força eleitoral de sua ala mais progressista.

Na quinta-feira, a ex-presidente da Câmara dos Representantes Nancy Pelosi criticou as posições de El-Sayed e do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, sobre Israel. Em participação no podcast “On Brand”, ela disse que as opiniões dos dois eram “erradas” e não representavam os democratas no Congresso. Sobre o candidato, afirmou: “Essa nova pessoa em Michigan, vamos ver se ela será eleita para o Congresso”.

No dia seguinte, Pelosi reafirmou seu apoio a El-Sayed em uma publicação na rede X. “Exorto todos nos Estados Unidos a apoiarem nossos candidatos democratas ao Senado, incluindo @AbdulEl-Sayed. Cada assento importa. Cada voto conta. Vamos vencer juntos!”, escreveu, após defender a eleição de uma Câmara e de um Senado democratas.

O ex-presidente Barack Obama esteve em Michigan na semana anterior e declarou que El-Sayed estava “lutando por mudanças reais”. Em setembro, a ex-vice-presidente Kamala Harris também visitou o candidato. Médico de 41 anos, ele pode se tornar o primeiro muçulmano a ocupar uma cadeira no Senado dos Estados Unidos.

Fontes: Valor Econômico

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