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Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Trump pede voto para barrar democratas nas midterms de 2026

Em discurso no Memorial Lincoln, o presidente atacou Abdul El-Sayed e associou os democratas a imigração, impostos e políticas sobre armas.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Donald Trump discursa perto do espelho d’água do Memorial Lincoln, em Washington. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Donald Trump discursa perto do espelho d’água do Memorial Lincoln, em Washington.
Resumo em 30 segundos

Donald Trump pediu que os eleitores impeçam os democratas de conquistar poder no Congresso nas eleições de meio de mandato, marcadas para terça-feira, 3 de novembro. Em discurso no Memorial Lincoln, fez ataques ao candidato Abdul El-Sayed e criticou propostas que atribuiu ao partido. Pesquisas citadas apontavam vantagem democrata na preferência partidária.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta segunda-feira, 2 de novembro, que os eleitores impeçam os democratas de conquistar poder no Congresso nas eleições de meio de mandato. Em discurso diante do espelho d’água do Memorial Lincoln, em Washington, ele classificou a chapa do partido como “a mais extremista e perigosa da história americana”. A votação está marcada para terça-feira, 3 de novembro.

Trump afirmou que o resultado decidirá se, em suas palavras, “esses extremistas terão poder ou não”. Também disse que as ideias democratas fracassaram em todos os lugares onde foram adotadas e defendeu a preservação da cultura e da herança dos Estados Unidos. O pleito definirá a composição do Congresso e poderá facilitar ou dificultar a aprovação de projetos do governo nos dois últimos anos do mandato presidencial.

No discurso, o presidente citou Abdul El-Sayed, candidato democrata ao Senado por Michigan, e o chamou de “jihadista”. El-Sayed disputa a vaga contra o republicano Mike Rogers. Trump afirmou que o candidato se qualificou para a disputa após fazer campanha e buscar apoio em mesquitas que chamou de radicais.

O presidente associou o programa democrata à abertura das fronteiras, ao aumento de impostos, ao confisco de armas, à eliminação do petróleo e do gás natural e à adoção de políticas transgênero. Também acusou o partido de permitir a entrada de migrantes para que possam votar. Essas afirmações foram apresentadas por Trump durante o discurso; ele não detalhou as propostas nem apresentou evidências para as acusações sobre a motivação dos democratas.

Trump elogiou as políticas de seu governo e declarou que os Estados Unidos vivem uma “era de ouro”. Afirmou que o país criou US$ 25 trilhões em riqueza em menos de dois anos e que a gestão registrou cerca de 17 meses sem entradas ilegais na fronteira sul com o México. Também atribuiu a redução da violência e da criminalidade em Washington à atuação policial.

O presidente mencionou ainda a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro em janeiro deste ano. Disse que o país encerrou a guerra venezuelana em um dia e afirmou que as reservas de petróleo americanas, somadas às da Venezuela, superam as da Rússia e da Arábia Saudita. Segundo ele, as reservas da Groenlândia aumentam ainda mais o potencial energético dos Estados Unidos.

As eleições de meio de mandato, chamadas de “midterms”, ocorrem no meio do ciclo presidencial e renovam a composição do Congresso. O resultado pode mudar o equilíbrio entre os partidos na Câmara dos Representantes e no Senado, com impacto sobre a capacidade do presidente de aprovar sua agenda. Cerca de 53 milhões de americanos já haviam registrado seus votos, segundo o Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida.

As pesquisas citadas antes da votação apontavam vantagem democrata na preferência para o Congresso, embora os republicanos tivessem reduzido a diferença. A média do RealClearPolling indicava 52% para os democratas e 43,1% para os republicanos. Esses números medem a preferência partidária e não antecipam necessariamente a distribuição das cadeiras, que depende dos resultados em cada disputa.

Fontes: Gazeta do Povo

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