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Sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Datafolha aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula

Flávio tem 51% dos votos válidos e Lula, 49%; a diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais da pesquisa.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Dois púlpitos vazios em um estúdio preparado para um debate eleitoral. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Dois púlpitos vazios em um estúdio preparado para um debate eleitoral.
Resumo em 30 segundos

Pesquisa Datafolha divulgada em 15 de outubro mostra Flávio Bolsonaro com 51% das intenções de votos válidos no segundo turno e Lula com 49%, resultado de empate técnico. Na rodada anterior, os percentuais eram 52% e 48%. O levantamento ouviu 2.520 pessoas nos dias 13 e 14 de outubro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 51% das intenções de votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15). A diferença configura empate técnico, pois está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento ouviu 2.520 pessoas nos dias 13 e 14 de outubro.

Na pesquisa anterior, feita uma semana antes, Flávio tinha 52% e Lula, 48% dos votos válidos. A oscilação de um ponto percentual para cada candidato não altera o quadro de empate técnico. No total de eleitores, 2% se disseram indecisos e 6% afirmaram que votarão em branco ou nulo.

Aliados de Lula atribuíram a aproximação entre os candidatos à mobilização nas ruas e nas redes sociais. Edinho Silva, coordenador-geral da campanha petista e presidente nacional do partido, afirmou que vê uma trajetória de crescimento do presidente. “Mais importante que os números é a curva. Muito acentuada, de superação do adversário”, disse.

Marco Aurélio Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo, também destacou os atos de rua e a comparação entre as trajetórias dos candidatos. O secretário de comunicação do PT, Eden Valadares, afirmou que o segundo turno favorece uma disputa direta entre biografias e propostas. A presidente estadual do partido em São Paulo, Kiko Celeguim, disse que a mobilização dos eleitores pode influenciar o resultado.

O PT aposta ainda em debates e medidas recentes do governo para tentar ampliar o apoio a Lula. Aliados do presidente consideram que a pesquisa não captou a repercussão da aprovação, pelo Senado, da proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1. A votação ocorreu em 14 de outubro, depois do período de entrevistas, e a proposta será promulgada nesta sexta-feira (16).

Outra medida citada por petistas é o projeto aprovado pelo Senado que eleva para R$ 140 mil, em 2028, o limite de faturamento para enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI). O texto também prevê perdão de cerca de R$ 15 bilhões em dívidas da categoria e autoriza a contratação de até dois empregados. A proposta segue para sanção.

No campo de Flávio, integrantes da campanha reconhecem que a disputa está apertada, mas dizem que o senador mantém vantagem e que seus eleitores estão consolidados. Aliados afirmam que a ida de Lula às ruas ajudou a reduzir a distância entre os candidatos e esperam responder com eventos em São Paulo e Belo Horizonte.

Em transmissão nas redes sociais, Flávio minimizou o resultado e afirmou estar “muito mais à frente, mesmo com essas promessas vazias e mentirosas do Lula”. O coordenador político de sua campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), não comentou os números e criticou a atuação do governo. Ele também disse que Flávio está ampliando o eleitorado que herdou do pai, Jair Bolsonaro, e reduzindo sua rejeição.

A campanha petista espera que Lula tenha desempenho melhor nos confrontos diretos e cobra que Flávio apresente detalhes de suas propostas, especialmente sobre corte de gastos. O primeiro debate entre os dois candidatos está marcado para domingo (18), na Band. Outro será realizado pela TV Globo no dia 23, dois dias antes da votação do segundo turno, marcada para 25 de outubro.

A margem de erro indica o intervalo de variação possível dos resultados da pesquisa; por isso, uma diferença menor que quatro pontos entre os candidatos não permite apontar vantagem estatisticamente conclusiva. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-00466/2026.

Fontes: Folha de S.Paulo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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