Pular para o conteúdo
Sábado, 10 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro monta campanha para rebater acusações sobre cortes

A reação inclui o site Flávio com a Verdade, propaganda eleitoral, mobilização digital e ações no TSE; o senador nega que vá extinguir benefícios sociais.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Assessores de campanha analisam documentos sobre benefícios sociais diante de um laptop. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Assessores de campanha analisam documentos sobre benefícios sociais diante de um laptop.
Resumo em 30 segundos

A campanha de Flávio Bolsonaro montou uma estratégia para responder às acusações de que seu eventual governo cortaria benefícios sociais e direitos trabalhistas. A ofensiva inclui um site, propaganda eleitoral, mobilização nas redes e ações no TSE. O senador afirma que manterá programas sociais, enquanto promete reduzir gastos públicos.

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) montou uma estratégia para responder às acusações de que um eventual governo dele cortaria benefícios sociais e direitos trabalhistas. A reação começou no início do segundo turno da eleição presidencial e inclui um site, peças no horário eleitoral, mobilização nas redes sociais e ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A preocupação da equipe é que a mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha impacto entre eleitores de baixa renda. Lula afirma que o ajuste fiscal defendido por Flávio poderia atingir programas como Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida, merenda escolar e Gás do Povo. O senador nega que pretenda extinguir esses benefícios.

Na sexta-feira, a campanha colocou no ar o site “Flávio com a Verdade”, com respostas sobre programas sociais, aposentadorias, salário mínimo e privatizações. A página rejeita a associação entre o chamado “tesouraço” — a redução de despesas públicas prometida pelo candidato — e o fim do Pé-de-Meia, e sustenta que essa conclusão não está nas propostas dele.

A dimensão anunciada para o corte varia entre as informações divulgadas pelas campanhas. A equipe econômica de Flávio defende reduzir gastos em valor equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 200 bilhões no primeiro ano de um eventual governo. Em outra estimativa, apresentada em torno da mobilização digital, o pacote fiscal chegou a R$ 250 bilhões, ou 2% do PIB.

A propaganda eleitoral do senador passou a exibir um quadro chamado “Central das Fake News”, dedicado a rebater afirmações que a equipe considera falsas. Em uma sequência de perguntas e respostas, Flávio disse que manterá e reajustará o Bolsa Família e que pessoas empregadas não perderão o benefício. Também anunciou que pretende reduzir prestações do Minha Casa Minha Vida.

“Eu vou manter e reajustar o Bolsa Família. E quem tem emprego não perde o benefício”, afirmou. Em uma transmissão ao vivo na quinta-feira, o candidato também prometeu reajustar aposentadorias acima da inflação e disse que o ajuste não será feito às custas dos mais pobres.

A mobilização digital inclui o canal “Tropa do Flávio”, criado por aliados para compartilhar conteúdos da campanha e orientar apoiadores a responder a informações consideradas falsas. A iniciativa foi sugerida pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO) como contraponto ao “Exército do Lula”, canal organizado pelo deputado André Janones (Rede-MG). As estimativas sobre o número de seguidores do canal petista divergem: uma informação o situava acima de 2,6 milhões; outra apontava três milhões após crescimento desde o primeiro turno.

No campo jurídico, ministros do TSE determinaram a retirada de publicações de Lula, da primeira-dama Janja e de aliados que atribuíam a Flávio planos de extinguir benefícios ou impor mudanças específicas em aposentadorias e jornadas de trabalho. As decisões entenderam que as postagens apresentavam consequências de um eventual governo como certas, sem elementos concretos que as sustentassem. As ordens são liminares, ou seja, provisórias e sujeitas a análise posterior do tribunal.

A propaganda de Lula, por sua vez, recuperou cortes de recursos sociais durante o governo de Jair Bolsonaro e retratou o adversário como uma ameaça à continuidade de políticas públicas. A disputa envolve a dificuldade de conciliar a redução de despesas anunciada por Flávio com promessas de preservar ou ampliar benefícios e conceder reajustes reais às aposentadorias. Despesas obrigatórias, como benefícios previstos em lei, limitam a parcela do Orçamento que pode ser reduzida com facilidade.

Para entender

Tesouraço
Termo usado na disputa para designar a proposta de reduzir despesas públicas. O tamanho do corte e seus efeitos sobre programas e serviços são pontos centrais do debate entre as campanhas.
Liminar
Decisão judicial provisória, tomada antes do julgamento definitivo. Pode determinar medidas urgentes, mas está sujeita a revisão ou confirmação posterior pelo tribunal responsável.

Fontes: O Globo, Valor Econômico, Folha de S.Paulo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também