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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro lidera pesquisas para o segundo turno contra Lula

Datafolha, PoderData e AtlasIntel apontam vantagem numérica do senador, enquanto as campanhas buscam apoios e votos em diferentes regiões do país.

Por Redação Plantão Paulista 4 min de leitura
Imagem gerada por IA: Apoiadores com bandeiras verdes, amarelas e vermelhas em atos de campanha distintos. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Apoiadores com bandeiras verdes, amarelas e vermelhas em atos de campanha distintos.
Resumo em 30 segundos

Pesquisas nacionais divulgadas após o primeiro turno indicam Flávio Bolsonaro à frente de Lula nos votos válidos, com diferença próxima ao limite da margem de erro do Datafolha. Flávio também reúne apoios de partidos e ex-candidatos. A campanha petista planeja recuperar votos no Sudeste e ampliar a comunicação digital antes da votação de 25 de outubro.

Flávio Bolsonaro (PL) chega ao segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, com apoio formal de partidos e vantagem numérica nas primeiras pesquisas nacionais divulgadas após a votação de domingo (4). Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, prepara uma reação com foco em recuperar votos no Sudeste e reforçar a comunicação da campanha.

Levantamentos de Datafolha e PoderData divulgados na quinta-feira (8) apontaram Flávio com 52% e 53% dos votos válidos, respectivamente, contra 48% e 47% de Lula. A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg publicada nesta sexta-feira (9) registrou 52,8% para o senador e 47,2% para o presidente. Votos válidos são os atribuídos aos candidatos, sem brancos e nulos, e servem de base para definir o resultado eleitoral.

No Datafolha nacional, a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Assim, os resultados indicam vantagem numérica para Flávio, mas a diferença está no limite da margem de erro. Os percentuais citados são de votos válidos, não de todos os entrevistados.

O senador também terminou o primeiro turno à frente de Lula, com uma diferença de cerca de 2,2 milhões de votos. Desde então, PP, União Brasil, Republicanos e Podemos formalizaram apoio à candidatura do PL. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante), que concorreram à Presidência no primeiro turno, também declararam apoio a Flávio; juntos, somaram mais de 6 milhões de votos.

A campanha do senador pretende mobilizar governadores, parlamentares e lideranças estaduais. Em São Paulo, o governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) participa das articulações. Em Minas Gerais, Flávio conta com o governador eleito Cleitinho Azevedo (PL) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Em Goiás, o apoio de Caiado pode fortalecer a participação do governador Daniel Vilela (MDB).

A estratégia prevê preservar a vantagem nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e reduzir a diferença para Lula no Nordeste. O petista venceu nos nove estados nordestinos no primeiro turno, mas Flávio ampliou a votação da direita na região em comparação com o resultado de Jair Bolsonaro em 2022. O candidato do PL recebeu 10,4 milhões de votos no Nordeste, 1,6 milhão a mais que Bolsonaro na primeira etapa da eleição de quatro anos atrás.

Na Bahia, onde Lula obteve 66% dos votos válidos e Flávio, 28,5%, a campanha do senador aposta no apoio de ACM Neto, do União Brasil, derrotado na disputa pelo governo estadual. O candidato a vice de Flávio, Alfredo Gaspar (PL), afirmou que espera conquistar no estado cerca de 1 milhão de votos a mais do que no primeiro turno.

A equipe petista, por sua vez, pretende concentrar esforços em São Paulo e Minas Gerais, além de buscar crescimento em Ceará, Maranhão, Pernambuco e Bahia. Lula perdeu em Minas, onde Flávio teve 48% dos votos válidos contra 43% do presidente, uma diferença de quase 590 mil votos. O estado havia sido vencido por Lula contra Jair Bolsonaro em 2022.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), disse que a campanha quer diminuir a diferença em São Paulo e Minas e elevar a votação nos quatro estados nordestinos. Lula também reconheceu que o primeiro turno não teve o resultado esperado e classificou esta como a campanha mais desorganizada de sua trajetória eleitoral desde 1989. Na sequência, afirmou estar preparado para a disputa final e disse: “Eu sou muito bom no mata-mata. No tête-à-tête”.

A comunicação digital tornou-se outra frente da campanha petista. Lula gravou vídeos em formato de selfie e aliados discutem ampliar conteúdos nas redes sociais, com participação de parlamentares como André Janones (Rede), Ana Elisa (PT) e Pedro Rousseff (PT). Janones criou no WhatsApp o grupo “Exército do Lula”, com tarefas para apoiadores ampliarem o alcance da campanha.

Os dois lados também disputam espaço em temas econômicos e trabalhistas. O PL pretende manter a ênfase em segurança pública e antipetismo, mas dar mais destaque a preços e poder de compra. Lula passou a cobrar de Flávio uma posição sobre a proposta de reduzir a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial, prevista na PEC 221/2019.

No Distrito Federal, uma pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira apontou Flávio com 54% dos votos válidos e Lula com 46%. O levantamento ouviu 910 eleitores na terça-feira (6) e na quarta-feira (7), com margem de erro de três pontos percentuais. No primeiro turno, Flávio recebeu 51,31% dos votos no DF, enquanto Lula teve 38,11%.

Para entender

Votos válidos
São os votos atribuídos aos candidatos, excluídos os brancos e nulos. A Justiça Eleitoral usa esse total como base para calcular o resultado da eleição.
Segundo turno
Em eleições presidenciais brasileiras, há segundo turno quando nenhum candidato obtém mais da metade dos votos válidos no primeiro. A etapa final reúne os dois candidatos mais votados.

Fontes: Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo

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