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Domingo, 25 de outubro de 2026

Corregedoria da Polícia Civil de SP apreende dinheiro em pufe

A apreensão ocorreu em Santo André após a irmã da delegada encontrar as cédulas; foram contabilizados reais, dólares e euros.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pufe em uma sala com cédulas e sacos lacrados sobre uma mesa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pufe em uma sala com cédulas e sacos lacrados sobre uma mesa.
Resumo em 30 segundos

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo apreendeu dinheiro escondido dentro de um pufe na casa da irmã da delegada Maria Corsato, em Santo André. A contagem registrou R$ 1,25 milhão, US$ 120 mil e € 12,7 mil. Também foram recolhidos papéis com anotações sobre movimentações em espécie.

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo apreendeu quase R$ 2 milhões em dinheiro vivo escondidos dentro de um pufe que, segundo a irmã da delegada Maria Corsato, pertenceria à policial. A apreensão ocorreu no sábado (24), na casa da familiar, em Vila Scarpelli, bairro de Santo André, no ABC paulista, após ela encontrar as cédulas e acionar a Polícia Militar.

A contagem feita na Corregedoria registrou R$ 1,25 milhão, US$ 120 mil e € 12,7 mil. Também foram recolhidos papéis com anotações sobre movimentações de dinheiro em espécie, além do móvel. A Secretaria da Segurança Pública confirmou a apreensão.

Segundo o relato da irmã, o pufe havia sido deixado na casa dela em uma quarta-feira anterior ao primeiro turno das eleições. A delegada teria dito que era procurada por causa de uma suposta ordem de busca e apreensão. Policiais afirmaram que não havia ordem desse tipo em aberto contra Corsato; a justificativa apresentada à familiar ainda será esclarecida.

A irmã encontrou o dinheiro ao abrir com uma faca o fundo do móvel e chamou a PM por volta das 14h30. Após comunicar o caso ao plantão do 2º Distrito Policial de Santo André, os policiais preservaram o local para a perícia. As cédulas foram acondicionadas em sacos lacrados e levadas à Corregedoria para contagem.

Corsato, vinculada ao 27º Distrito Policial, no Campo Belo, afirmou que não poderia comentar o caso. “Quanto ao procedimento, ele é sigiloso e os esclarecimentos estão sendo prestados à Corregedoria”, disse. Uma equipe da Corregedoria tentou encontrá-la em casa, mas não a localizou.

A delegada concorreu a uma vaga de deputada estadual pelo União Brasil nas eleições deste ano e ficou como suplente, com 12.713 votos. Em 2022, a Corregedoria abriu apuração sobre sua atuação em uma investigação relacionada a uma acusação de ameaça, difamação e injúria feita por Thiago Brennand contra um casal. Na ocasião, a promotora do caso apontou lacunas e imprecisões na investigação e disse que Corsato havia se recusado a registrar uma nova ocorrência contra o empresário. A delegada negou irregularidades.

Fontes: Folha de S.Paulo

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