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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Cenipa informa que caixa-preta não gravou voo do helicóptero de Rick

As gravações extraídas eram de outro voo; relatório preliminar também cita relatos de falhas intermitentes nos geradores e condições meteorológicas adversas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Destroços de um helicóptero em área de mata montanhosa e com neblina. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Destroços de um helicóptero em área de mata montanhosa e com neblina.
Resumo em 30 segundos

O gravador de voz da cabine do Bell 430 que caiu em Urubici não registrou o voo do acidente, segundo relatório preliminar do Cenipa. As gravações extraídas eram de outra viagem. O documento também reúne relatos de falhas intermitentes nos geradores e informações sobre o mau tempo previsto para o trajeto, sem apontar causa para a queda.

O gravador de voz da cabine do helicóptero que caiu em Santa Catarina com o cantor Rick e outras quatro pessoas não registrou o voo do acidente, segundo relatório preliminar divulgado nesta quinta-feira (22) pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). A aeronave caiu na região de Santa Bárbara, em Urubici, após decolar de Porto Belo com destino a Criciúma.

O equipamento, conhecido como CVR, é um dos componentes chamados de caixa-preta e registra sons e conversas na cabine. O Cenipa informou que extraiu as gravações, mas elas eram de outro voo. O gravador não era obrigatório para aquele modelo, segundo as regras da aviação civil, mas estava instalado no helicóptero desde 17 de maio de 2002 e tinha capacidade para armazenar 30 minutos de áudio.

A aeronave era um Bell 430, de prefixo PP-MGR. Ela decolou às 10h30 do Aeródromo Costa Esmeralda, em Porto Belo, e tinha como destino o heliponto Metropolitan Criciúma. A previsão era pousar às 11h24.

O relatório também registrou relatos de problemas intermitentes nos geradores do helicóptero, alguns associados a situações de umidade, como voos dentro de nuvens ou sob chuva. O documento não afirma que essas falhas causaram o acidente. A investigação do Cenipa busca identificar fatores que possam ter contribuído para a ocorrência.

As condições meteorológicas previstas para o trajeto incluíam chuva moderada, visibilidade de 3 mil metros, trovoadas entre nuvens e nuvens de grande desenvolvimento vertical. A previsão também indicava obscurecimento de montanhas na Serra Geral. Uma troca de mensagens e ligações entre o copiloto e um operador do Aeroporto de Lages apontou preocupação com o tempo no dia do voo.

Os destroços foram encontrados no segundo dia de buscas, em uma área de difícil acesso. De acordo com a comandante do 5º Batalhão de Bombeiros Militar, tenente-coronel Heloísa Helena Battisti, as equipes deixaram as viaturas e caminharam por cerca de três horas para chegar ao local.

O relatório divulgado é preliminar e reúne informações iniciais sobre o acidente. A análise do Cenipa não tem como objetivo apontar culpados, mas identificar fatores relacionados à ocorrência e contribuir para a prevenção de novos acidentes.

Fontes: Estadão

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