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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Católicos priorizam economia nas eleições de meio de mandato de 2026

Pesquisa do CARA aponta custo de vida, inflação e desemprego entre as prioridades; levantamento do Pew mostra vantagem democrata de 3 pontos entre católicos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitores votam em uma seção eleitoral nos Estados Unidos. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitores votam em uma seção eleitoral nos Estados Unidos.
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Uma pesquisa do Centro de Pesquisa Aplicada no Apostolado indica que católicos nos Estados Unidos dão mais importância a questões econômicas do que a temas ligados à defesa da vida antes das eleições de meio de mandato, em 3 de novembro. Outro levantamento mostra preferência estreita por candidatos democratas à Câmara e baixa aprovação de Donald Trump entre católicos.

Uma pesquisa do Centro de Pesquisa Aplicada no Apostolado (CARA), ligado à Universidade Georgetown, indica que católicos nos Estados Unidos dão mais peso ao custo de vida, à inflação e ao desemprego do que a temas relacionados à defesa da vida antes das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. Os resultados foram apresentados por Mark Gray, diretor do instituto, em entrevista exibida na segunda-feira (19), e devem ser divulgados integralmente ainda nesta semana.

Gray afirmou que as preocupações econômicas aparecem acima das questões sobre a vida entre as prioridades dos entrevistados. Quando perguntados sobre temas ligados à Igreja Católica, eles apontaram o casamento como o mais importante, à frente de assuntos relacionados à vida. Justiça econômica também foi mencionada como uma preocupação relevante.

As eleições de meio de mandato ocorrem no meio do período presidencial de quatro anos. Em 3 de novembro, os eleitores escolherão todos os 435 integrantes da Câmara dos Representantes e parte do Senado, além de disputas estaduais e locais. O resultado pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso, que aprova leis e fiscaliza o governo federal.

A pesquisa do CARA foi realizada durante o verão, mas Gray não informou o número de entrevistados nem apresentou percentuais para as prioridades econômicas e religiosas. Ele prevê que o voto católico terá peso especial em estados do Meio-Oeste e na Flórida, além do Texas. Segundo o pesquisador, jovens católicos parecem mobilizados, embora a participação em eleições de meio de mandato costume ser inferior à registrada em disputas presidenciais.

Outro levantamento, do Pew Research Center, apontou uma vantagem estreita de três pontos percentuais para candidatos democratas à Câmara entre eleitores católicos registrados. A pesquisa ouviu 5.062 adultos, incluindo 3.917 eleitores registrados, de 28 de setembro a 4 de outubro. A margem de erro informada foi de 1,6 ponto percentual para mais ou para menos.

O estudo do Pew também mediu a avaliação do presidente Donald Trump entre católicos. Trinta por cento disseram aprovar a forma como ele conduz o cargo, enquanto 67% desaprovaram. Em janeiro de 2025, a aprovação do presidente nesse grupo era de cerca de 47%.

Os levantamentos retratam aspectos diferentes da disputa: o CARA investigou prioridades relacionadas à fé e à vida cotidiana, enquanto o Pew avaliou preferência partidária e aprovação presidencial. Como as eleições ainda serão realizadas, os dados não indicam o resultado das disputas nem a composição futura do Congresso.

Fontes: Gazeta do Povo

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