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Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Carrefour divulga resultados do 3º trimestre e reduz metas para 2026

As vendas globais chegaram a 22,7 bilhões de euros, mas os protestos em lojas francesas levaram o grupo a reduzir previsões de margem, lucro por ação e caixa.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Entrada de supermercado urbano na França com a porta de aço abaixada. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Entrada de supermercado urbano na França com a porta de aço abaixada.
Resumo em 30 segundos

O Carrefour registrou vendas de 22,7 bilhões de euros no terceiro trimestre, alta de 2,3% em bases comparáveis. Após protestos violentos afetarem lojas na França, a empresa reduziu projeções para margem operacional, lucro por ação ajustado e fluxo de caixa livre líquido. No Brasil, as vendas cresceram 1,4%, impulsionadas pelo Atacadão.

O Carrefour registrou vendas de 22,7 bilhões de euros no terceiro trimestre de 2026, alta de 2,3% em bases comparáveis, e reduziu as metas financeiras para o ano após protestos violentos afetarem lojas na França. No Brasil, as vendas avançaram 1,4%, para 5,14 bilhões de euros, com impulso do Atacadão, segundo a companhia.

O grupo informou que o desempenho trimestral foi sustentado principalmente pelas vendas de alimentos e pela contribuição positiva de seus principais mercados. Na França, seu maior mercado, as vendas somaram 11,9 bilhões de euros, crescimento anual de 1,2%.

Em comunicado sobre os resultados, Alexandre Bompard, presidente do conselho e CEO do Carrefour, disse que os protestos dos últimos dias atingiram um número significativo de lojas em áreas urbanas. Segundo ele, funcionários e parceiros da empresa enfrentaram situações difíceis, e a prioridade do grupo é proteger pessoas e patrimônio.

Bompard afirmou que a companhia vive uma situação sem precedentes no país e enfrenta incerteza sobre o consumo e as condições de funcionamento das lojas. O executivo também apontou que a alta dos custos de energia pressiona os gastos dos consumidores, em um período importante para o varejo, o fim do ano.

Com esse cenário, o Carrefour agora prevê que a margem operacional aumente entre zero e 0,15 ponto percentual em 2026. A projeção anterior era de expansão de 0,25 ponto percentual. A margem operacional indica quanto da receita permanece como resultado das atividades da empresa antes de outros itens financeiros e tributários.

A companhia também alterou suas expectativas para o lucro por ação ajustado, que deve ficar estável ou crescer ligeiramente ante 2025. Antes, a previsão era de crescimento de um dígito alto. O lucro por ação corresponde ao resultado atribuído a cada ação da empresa; o ajuste busca excluir itens considerados não recorrentes.

Para o fluxo de caixa livre líquido, a estimativa passou de leve crescimento para leve queda. Esse indicador representa o caixa que resta após os desembolsos relacionados às operações e aos investimentos, e ajuda a avaliar a capacidade de financiar atividades, reduzir dívidas ou remunerar acionistas.

No Brasil, o avanço das vendas ocorreu em um ambiente que a empresa descreveu como desafiador. O Carrefour atribuiu o resultado à aceleração dos ganhos de participação de mercado do Atacadão, sua operação de atacarejo, que vende tanto para consumidores quanto para comerciantes.

Fontes: Valor Econômico

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