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Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Chuvas alagam Lunel enquanto França se prepara para novos protestos

A prefeitura acolheu 23 pessoas em um ginásio, e departamentos do sul seguem em alerta; os protestos na França cobram melhores condições de ensino e criticam o custo de vida.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Rua alagada em Lunel, com carros parcialmente submersos após chuva intensa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Rua alagada em Lunel, com carros parcialmente submersos após chuva intensa.
Resumo em 30 segundos

Chuvas intensas inundaram ruas de Lunel e deixaram carros parcialmente submersos. A prefeitura acolheu 23 pessoas e manteve vias fechadas, enquanto Hérault e Gard estavam sob alerta laranja. O país também se prepara para novos protestos no sábado, após manifestações marcadas por reivindicações sociais e episódios de violência.

As chuvas intensas que atingiram Lunel, no sul da França, inundaram ruas e deixaram carros parcialmente submersos na madrugada desta terça-feira. A prefeitura abriu uma estrutura de emergência, acolheu 23 pessoas em um ginásio e manteve vias interditadas, enquanto o país se preparava para novos protestos previstos para sábado, 24 de outubro.

A prefeita Paulette Gougeon acionou a célula de crise à 1h para coordenar as operações e proteger moradores. Às 8h, diversas ruas ainda estavam fechadas, segundo o balanço municipal. A chuva diminuiu temporariamente, mas havia previsão de novas precipitações.

A agência meteorológica francesa Météo-France colocou os departamentos de Hérault e Gard em alerta laranja para chuva, inundações e tempestades. A previsão era de acumulados entre 200 e 250 milímetros no leste de Hérault e em áreas de Gard, com possibilidade de chegar a 300 milímetros em pontos localizados. Em Gard, mais de 30 estradas e pontes foram interditadas. A rodovia A9, que liga o sul da França à Espanha, chegou a ser fechada nos dois sentidos entre Nîmes e Gallargues; parte do trecho foi liberada depois.

As ocorrências climáticas acontecem em meio à mobilização nacional iniciada por estudantes em setembro, com reivindicações por melhores condições de ensino. Sindicatos e trabalhadores aderiram aos atos, que também expressam insatisfação com o custo de vida e a deterioração dos serviços públicos.

No sábado, 17 de outubro, cerca de 550 mil pessoas participaram das manifestações, segundo o Ministério do Interior. Os organizadores estimaram o público em 800 mil. A maioria dos atos foi pacífica, mas grupos entraram em confronto com policiais, saquearam lojas e atacaram edifícios públicos em cidades como Paris, Lyon, Marselha e Limoges.

Após os episódios de violência, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu pediu às autoridades locais a adoção de toques de recolher parciais em áreas consideradas vulneráveis. As medidas foram aplicadas em diferentes cidades entre a noite de segunda-feira e a madrugada desta terça-feira. O governo enfrenta agora a expectativa de uma nova mobilização nacional no próximo sábado.

Nas universidades, estudantes também discutem bloqueios e a continuidade das aulas. Na Sorbonne Nouvelle, assembleias avaliam os próximos passos do movimento. Já na Universidade Paris Nanterre, onde as aulas regulares foram interrompidas, alunos promovem debates e atividades de ensino autônomas. As reivindicações incluem críticas a cortes de recursos, salas superlotadas e mudanças no acesso de estudantes estrangeiros a benefícios e isenções de taxas.

A onda atual não é uma manifestação contra a reforma da Previdência, mas reúne demandas ligadas à educação e às condições econômicas. A referência a 1968 aparece na organização de atividades estudantis inspiradas na Universidade de Vincennes, criada após os protestos daquele ano.

Para entender

Météo-France
É o serviço meteorológico nacional da França. Produz previsões e emite alertas para fenômenos como chuva intensa, tempestades e inundações, com níveis de vigilância que ajudam autoridades e moradores a acompanhar os riscos.

Fontes: O Globo, Zero Hora

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