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Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Bolsas da Europa fecham em queda após protestos na França

O Stoxx 600 caiu 0,10%, com cautela sobre a situação fiscal francesa; a OVHcloud avançou após resultado, e a Barco recuou com projeções fracas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Operadores acompanham os mercados em uma bolsa europeia, com a silhueta de Paris ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Operadores acompanham os mercados em uma bolsa europeia, com a silhueta de Paris ao fundo.
Resumo em 30 segundos

As principais bolsas europeias fecharam em baixa nesta terça-feira, com investidores atentos aos protestos na França, às contas públicas do país e aos balanços empresariais. O Stoxx 600 recuou 0,10%. A OVHcloud subiu após registrar fluxo de caixa livre positivo, enquanto a Barco caiu com projeções de vendas abaixo do esperado.

As principais bolsas da Europa fecharam em queda nesta terça-feira, com investidores acompanhando os protestos na França, as incertezas sobre as contas públicas do país e a divulgação de resultados empresariais. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,10%, para 638,90 pontos, prolongando as perdas registradas na sessão anterior.

Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,29%, aos 10.733 pontos. O DAX, de Frankfurt, perdeu 0,06%, para 25.304,42 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, recuou 0,38%, aos 7.838,49 pontos. Entre os principais setores do Stoxx 600, mineração caiu 1%, tecnologia recuou 0,80% e bancos perderam 0,40%. O setor automotivo avançou 0,89%.

A cautela dos investidores está relacionada à possibilidade de novos distúrbios e aos desafios fiscais enfrentados pelo governo francês. Após manifestações no fim de semana, autoridades impuseram toque de recolher em várias cidades na segunda-feira. O governo busca aprovar um orçamento voltado à redução da dívida pública, que prevê medidas impopulares, como cortes de gastos.

Economistas do Goldman Sachs avaliam que os efeitos econômicos diretos dos protestos devem permanecer limitados no curto prazo, mas alertam que novas interrupções podem pressionar uma economia já afetada por condições financeiras mais restritivas, incerteza política e contenção fiscal. O banco estima que o Produto Interno Bruto (PIB) francês crescerá 0,4% neste ano, abaixo das projeções da maioria dos analistas.

Os protestos começaram em setembro, motivados pelo aumento do custo de vida e por reivindicações de mais investimentos em educação, e se intensificaram com episódios de violência. No fim de semana, houve saques, depredações, incêndios e confrontos com a polícia; cerca de 2,4 mil pessoas foram presas, segundo os dados divulgados. A onda de manifestações também expôs divergências na esquerda francesa sobre como responder à violência: o partido A França Insubmissa (LFI) foi criticado por setores moderados, que condenaram os atos.

A temporada de balanços também influenciou as negociações. A OVHcloud, empresa francesa de serviços de computação em nuvem, subiu 18,02% depois de registrar fluxo de caixa livre alavancado positivo pela primeira vez desde sua abertura de capital, em 2021. Já a Barco, companhia de tecnologia de visualização, caiu 14,72% após divulgar projeções de vendas abaixo do esperado.

O Stoxx 600 reúne ações de empresas de diferentes países e setores europeus e é acompanhado como referência ampla para o desempenho do mercado acionário da região.

Fontes: Valor Econômico, Gazeta do Povo

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