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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Caminhoneiros paralisam atividades e cobram melhorias no Porto do Rio Grande

A manifestação reúne cerca de 400 trabalhadores e pode atrasar a entrada e a saída de navios; Portos RS prevê recuperar duas balanças de apoio.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Caminhões e trabalhadores reunidos perto da entrada de um porto. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Caminhões e trabalhadores reunidos perto da entrada de um porto.
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Cerca de 400 caminhoneiros paralisaram as atividades nesta quinta-feira e protestaram em frente ao Porto do Rio Grande. Eles reclamam de falhas em balanças de apoio, demora no acesso e obras durante período de maior movimento. A Portos RS prevê recuperar os equipamentos até sexta-feira e a semana seguinte.

Cerca de 400 caminhoneiros paralisaram as atividades e se reuniram em frente ao Porto do Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul, nesta quinta-feira (5), para cobrar melhorias na infraestrutura e nas condições de operação. A manifestação pode atrasar a entrada e a saída de navios do complexo portuário.

Os trabalhadores apontam problemas nas balanças usadas para conferir o peso dos veículos, lentidão no acesso ao porto e falta de organização no fluxo de caminhões. Também questionam a realização de obras em um período de maior demanda e dizem que as dificuldades se prolongam há semanas.

Um caminhoneiro que participou da manifestação afirmou que as quatro balanças de aferição estariam sem funcionar. Segundo ele, uma balança que operava anteriormente deixou de ser acessível após uma notificação. Sem a conferência no local, caminhões que excedem o limite de peso depois do carregamento precisam sair de ré, o que interfere na operação.

A Portos RS informou que as duas balanças de apoio estão temporariamente indisponíveis por problemas diferentes. Uma teve danos na estrutura da pista de acesso; a outra depende de reparos em uma subestação elétrica afetada pelas tempestades que atingiram Rio Grande.

A autoridade portuária prevê liberar uma das balanças até sexta-feira (6) e a segunda na semana seguinte, depois da conclusão dos serviços. A empresa esclareceu que as balanças de apoio são usadas pelos transportadores para uma conferência complementar de peso e não se confundem com as balanças de gate, empregadas no controle operacional de entrada e saída de veículos.

A falta desses equipamentos é uma das reivindicações levadas a uma reunião realizada às 16h desta quinta-feira entre a Diretoria de Operações da Portos RS e representantes dos caminhoneiros e transportadores. Participaram do encontro o presidente do SINDICAM, um representante dos transportadores e um vereador do município. A Portos RS disse que a conversa buscou tratar das demandas e encaminhar melhorias nas condições de operação.

Os caminhoneiros também relatam longos períodos de espera. Na quarta-feira (4), segundo o participante da manifestação, alguns teriam levado cerca de uma hora e meia para entrar no porto e até duas horas para sair. Ele afirmou que a demora se repetiu nesta quinta-feira, quando cinco navios estavam em operação.

De acordo com o relato, cada embarcação gerava uma demanda estimada entre 40 e 60 caminhões. O trabalhador também questionou a pesagem de cargas como ureia: afirmou que algumas operadoras dispõem de guindastes que permitem fazer a aferição, mas que o procedimento não é adotado em todos os casos.

Sobre as obras, o caminhoneiro disse que a categoria não se opõe às melhorias, mas considera inadequado executá-las durante um período de maior movimento. Ele comparou a situação com janeiro e fevereiro, que, segundo sua avaliação, têm menos atividade portuária.

A paralisação, de acordo com o mesmo trabalhador, demorou a ser organizada porque profissionais temiam perder oportunidades de serviço caso protestassem. Ele afirmou que há receio de punições e de cortes na oferta de trabalho. A manifestação busca pressionar por respostas a problemas que, segundo os caminhoneiros, afetam as condições de trabalho e o transporte de cargas.

A Portos RS afirmou que, na reunião, explicou as providências para recuperar as balanças e reafirmou o compromisso de manter diálogo com caminhoneiros e transportadores. A autoridade portuária também reconheceu a importância dessas atividades para a continuidade e a eficiência das operações. No fim da tarde, os caminhoneiros mantinham a paralisação, sem anúncio de uma definição sobre as demais reivindicações.

Fontes: Zero Hora, Folha de S.Paulo

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