CMPC aguarda licença para iniciar terminal de celulose em Rio Grande
Orçado em R$ 1,5 bilhão, o terminal terá capacidade para movimentar até 10,8 mil toneladas por dia e depende de autorização ambiental para as obras.
Resumo em 30 segundos
A CMPC aguarda a Licença de Instalação para começar a construir um terminal exclusivo para celulose no Porto do Rio Grande. O projeto está orçado em R$ 1,5 bilhão e poderá movimentar até 10,8 mil toneladas por dia. A empresa estima 1,2 mil empregos durante as obras e 450 postos diretos na operação.
A CMPC aguarda a Licença de Instalação para iniciar a construção de um terminal exclusivo para celulose no Porto do Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Orçado em R$ 1,5 bilhão, o projeto poderá movimentar até 10,8 mil toneladas por dia e faz parte do Projeto Natureza, pacote de investimentos de R$ 27 bilhões anunciado pela empresa chilena para o Estado.
A Licença de Instalação é a autorização ambiental necessária para começar as obras. A área do terminal já foi cedida pela União por 25 anos, com possibilidade de renovação por igual período. Ainda não há uma data informada para a emissão da licença.
A celulose chegará ao porto em barcaças a partir das unidades da CMPC em Guaíba e Barra do Ribeiro, percorrendo o Guaíba e a Lagoa dos Patos. No terminal, a carga será movimentada para seguir pela cadeia portuária e logística. O empreendimento está relacionado ao plano de construir uma nova fábrica em Barra do Ribeiro, mas os dois projetos são independentes, segundo a companhia.
“Logicamente que o projeto de Barra do Ribeiro representa a garantia de uma movimentação maior em Rio Grande. Os projetos são independentes. Estamos aguardando a emissão da Licença de Instalação”, afirmou Leonardo Maurano, diretor-geral do terminal.
A previsão é que a construção gere cerca de 1,2 mil empregos. Depois do início das operações, o terminal deverá manter 450 postos diretos e mais de 2,1 mil indiretos, vinculados às atividades portuárias e de logística.
A nova estrutura deve ampliar a movimentação de cargas no complexo portuário de Rio Grande. O transporte por barcaças permitirá levar ao município a produção das unidades da empresa no Estado por vias navegáveis, conectando a fábrica de Barra do Ribeiro — ainda em projeto — e a unidade de Guaíba ao terminal.
O investimento no terminal integra um plano mais amplo da CMPC no Rio Grande do Sul. A companhia estima aplicar R$ 27 bilhões no Projeto Natureza, que inclui a proposta de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro. Apesar da ligação logística prevista entre a fábrica e o terminal, a empresa afirma que cada empreendimento tem tramitação própria.
Com capacidade diária de até 10,8 mil toneladas, o terminal será voltado exclusivamente à celulose. A operação deverá concentrar em Rio Grande o escoamento dessa carga por meio da infraestrutura portuária local; a companhia prevê que o aumento de volume também esteja associado à produção da futura unidade de Barra do Ribeiro.