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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Boletim Focus reduz previsão de inflação para 2026 e eleva para 2027

A estimativa para a Selic no fim de 2027 caiu para 11,75%, enquanto a projeção para 2026 ficou em 13,25%, segundo as expectativas do mercado.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Economista analisa projeções econômicas em uma mesa de escritório. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Economista analisa projeções econômicas em uma mesa de escritório.
Resumo em 30 segundos

O Boletim Focus apontou leve recuo na previsão de inflação para 2026, de 5,22% para 5,19%, e alta para 2027, de 4,32% para 4,34%. A projeção para a Selic no fim de 2027 caiu para 11,75%. As estimativas foram enviadas ao Banco Central até 23 de outubro.

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (26) mostrou leve queda na previsão de inflação para 2026 e alta na estimativa para 2027. As projeções foram enviadas por economistas ao Banco Central (BC) até sexta-feira (23), antes do segundo turno da eleição presidencial.

A mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 recuou de 5,22% para 5,19%. O resultado permanece 0,69 ponto percentual acima do centro da meta de inflação, de 4,5%. Entre as 107 estimativas atualizadas nos cinco dias úteis anteriores à coleta, a mediana subiu de 5,19% para 5,20%.

Para 2027, a previsão de inflação aumentou de 4,32% para 4,34%. Há um mês, estava em 4,31%. No recorte das projeções mais recentes, também entre 107 estimativas, a mediana avançou de 4,32% para 4,47%. A expectativa para 2028 permaneceu em 3,75%, enquanto a de 2029 ficou em 3,50%.

O BC projeta inflação de 5,2% em 2026 e de 3,9% em 2027. Os números foram apresentados no comunicado da reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom). O colegiado estima que o IPCA acumulado em 12 meses chegue a 3,2% no primeiro trimestre de 2028, período que considera o horizonte relevante para a política monetária.

Desde 2025, a meta de inflação é contínua e considera o IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O BC considera que a meta foi descumprida se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos.

A mediana das projeções para a taxa básica de juros, a Selic, no fim de 2026 continuou em 13,25%. Para o encerramento de 2027, caiu de 12% para 11,75%, interrompendo uma sequência de 18 semanas sem mudança. Consideradas apenas 86 estimativas recentes, a projeção para 2027 recuou de 12% para 11,5%.

Em 16 de setembro, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. Foi a quinta redução consecutiva. Desde março, quando começou o ciclo de calibração da política monetária, a taxa acumulou queda de 1,25 ponto percentual.

Na ata da reunião, o comitê afirmou que o cenário de incerteza, as expectativas de inflação desancoradas e os riscos em torno do cenário-base exigem cautela. O grupo disse que continuará avaliando novas informações para manter a política monetária restritiva o suficiente e levar a inflação à meta.

Para o fim de 2028, a estimativa mediana da Selic caiu de 10,5% para 10%, após 16 semanas estável. A projeção para 2029 permaneceu em 10%, pela 25ª semana seguida.

Fontes: Estadão

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