Ânima Educação registra lucro de R$ 88,7 milhões no 3º trimestre
A CEO da Ânima Educação, Paula Harraca, atribui o avanço à expansão da receita e do resultado operacional e à redução de amortizações.
Resumo em 30 segundos
A Ânima Educação lucrou R$ 88,7 milhões entre julho e setembro, alta de 142,7% em um ano. A receita líquida cresceu 7,9%, e o Ebitda ajustado avançou 12,4%. A dívida líquida ajustada subiu 0,8% em 12 meses, enquanto a alavancagem caiu de 2,40 para 2,18 vezes.
A Ânima Educação teve lucro líquido de R$ 88,7 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 142,7% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi divulgado pela companhia, que atribuiu o avanço à expansão da receita e do resultado operacional e à redução de amortizações de ativos adquiridos. A empresa é liderada pela diretora-presidente Paula Harraca.
De julho a setembro, a receita líquida alcançou R$ 1,085 bilhão, crescimento de 7,9% na comparação anual. O Ebitda ajustado — indicador de resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização — subiu 12,4%, para R$ 420,7 milhões. A margem ajustada avançou 1,5 ponto percentual, chegando a 38,7%.
O principal impulso veio do Ânima Core, segmento cujo resultado operacional cresceu 24,9%, para R$ 257,7 milhões. Dentro dele, a receita líquida do Ensino Acadêmico aumentou 12,1%, com contribuição do avanço de 14,8% no tíquete líquido médio e da melhora na atração de estudantes. A margem operacional do Core passou de 37,4% para 41,8% em um ano.
Harraca afirmou que a companhia busca associar investimentos na qualidade do ensino a mensalidades maiores, sem depender de descontos. “Ninguém paga mais pelo mesmo, por isso, a gente vem fazendo trabalho de melhoria na experiência para o aluno”, disse. Segundo ela, a estratégia também procura equilibrar a captação de estudantes com a manutenção da base, sem privilegiar um objetivo em detrimento do outro.
No resultado consolidado, o resultado operacional ajustado avançou 11,3%, e a margem aumentou 1,4 ponto percentual. As despesas gerais e administrativas representaram uma parcela menor da receita, movimento que a empresa relacionou à alavancagem operacional e ao controle de custos. A amortização de ativos intangíveis de empresas adquiridas caiu 60,5%, para R$ 4,8 milhões, contribuindo também para o lucro.
O resultado financeiro líquido, porém, foi negativo em R$ 185,3 milhões, piora de 1,5% ante um ano antes. A companhia informou que as receitas com aplicações financeiras cresceram 20%, favorecidas por um saldo médio de caixa de R$ 1,944 bilhão. Em contrapartida, as despesas com juros de empréstimos subiram 1,3%, e a renovação de contratos de locação de longo prazo elevou gastos de arrendamento reconhecidos conforme o IFRS 16, norma contábil que trata de arrendamentos.
A geração de caixa operacional somou R$ 445,1 milhões, alta anual de 16,6%. No fim de setembro, a dívida líquida ajustada era de R$ 2,832 bilhões, aumento de 0,8% em 12 meses. A alavancagem, calculada pela relação entre essa dívida e o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, excluindo o IFRS 16, caiu de 2,40 para 2,18 vezes.