Einstein apoia 15 cursos de Medicina da Inspirali a partir de 2027
A colaboração começa com as turmas de 2027, dura 20 anos e prevê mudanças em currículos, avaliações e prática clínica em meio à implantação do Enamed.
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O Einstein Hospital Israelita vai colaborar com os 15 cursos de Medicina da Inspirali a partir de 2027. O acordo, com duração de 20 anos e renovação automática, prevê apoio em currículos, avaliações, estágios e formação de professores. As faculdades da rede seguirão responsáveis pelos cursos e diplomas.
O Einstein Hospital Israelita passará a colaborar com os 15 cursos de Medicina da Inspirali, braço de educação médica da Ânima, a partir de 2027. O acordo, com duração de 20 anos e renovação automática por igual período, prevê apoio acadêmico para aprimorar currículos, avaliações, formação de professores e atividades práticas dos estudantes.
A implementação será gradual e começará pelas turmas que ingressarem em 2027. Segundo o presidente da Inspirali, Maurício Nogueira Escobar, as novas metodologias e a capacitação docente também devem beneficiar alunos que já estão matriculados. A rede oferece cerca de duas mil vagas por ano e reúne aproximadamente 13 mil estudantes.
O trabalho conjunto inclui consultoria para rever métodos de ensino e avaliação, qualificar campos de estágio e internato e preparar docentes. O internato é a etapa prática da graduação em Medicina, realizada em serviços de saúde, na qual os estudantes desenvolvem atividades supervisionadas. A parceria também prevê a participação de profissionais do Einstein no apoio às equipes da Inspirali.
O presidente do Einstein, Sidney Klajner, afirmou que a experiência da instituição será adaptada às condições de cada região onde a Inspirali mantém escolas. Segundo ele, o objetivo é considerar as características de cada cidade e estado, em vez de aplicar um único modelo de ensino em todas as unidades.
A colaboração reúne a experiência do Einstein em assistência, pesquisa, inovação e ensino à estrutura e à presença regional da Inspirali. As faculdades da rede continuarão responsáveis por oferecer os cursos, emitir os diplomas e atender às exigências regulatórias. O acordo, portanto, não transfere ao Einstein a responsabilidade pela formação formal ou pela certificação dos estudantes.
A parceria foi negociada por quase dois anos e ocorre enquanto a qualidade da formação médica recebe mais atenção no país, em meio à expansão de vagas e à adoção de novas avaliações. Entre elas está o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), criado para avaliar o ensino e cuja implantação tem mobilizado instituições desde o ano passado.
As regras do exame preveem sanções para universidades, e resultados satisfatórios dos alunos devem se tornar requisito para a obtenção do registro profissional após a graduação. Nesse cenário, o acordo prevê atuação sobre componentes da formação que podem influenciar o desempenho acadêmico, como currículo, avaliações, prática clínica e qualificação dos professores.
Para entender
- Enamed
- O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica foi criado para avaliar a formação oferecida pelos cursos de Medicina. As regras preveem sanções para universidades, e resultados satisfatórios dos estudantes devem se tornar requisito para obter o registro profissional após a graduação.