Android 17 chega a apenas 1% dos celulares Android ativos
Android 16 lidera com 25,4% de participação, enquanto fabricantes liberam a atualização Android 17 em etapas, conforme o modelo e a região.
Resumo em 30 segundos
O Android 17 está em 1% dos celulares Android ativos, apesar de ter sido lançado em junho. O Android 16 é a versão mais usada, com 25,4%, e até o Android 11 supera a participação do sistema mais recente. A distribuição depende das fabricantes, do modelo e da região.
O Android 17 está instalado em apenas 1% dos celulares Android ativos, apesar de ter sido lançado em junho, segundo dados levantados pelo site Heise Online. O Android 16 é a versão mais usada, presente em 25,4% dos dispositivos, enquanto edições anteriores, como o Android 11, ainda superam a participação do sistema mais recente.
O Android 16 aparece à frente das demais versões, com 25,4% de participação. Em dezembro do ano passado, estava em 7,5% dos aparelhos. Na sequência estão o Android 14, com 15,3%, e o Android 15, com 14,7%. O Android 13 alcança 11,8%, e o Android 11, lançado em 2020, está em 10,5%. O Android 12 soma 9,6%.
A diferença entre a chegada de uma versão e sua adoção ampla é resultado, em parte, da forma como o sistema é distribuído. Ao contrário do iOS, cujo desenvolvimento e atualização dos iPhones ficam sob responsabilidade da Apple, o Android depende das fabricantes de celulares para adaptar e liberar atualizações para cada aparelho. Por isso, a disponibilidade pode variar de acordo com o modelo e a região.
O Google criou mecanismos para levar melhorias a celulares sem exigir uma atualização completa do sistema. O Google Play Services, por exemplo, pode receber atualizações separadas, assim como componentes modulares do Android distribuídos pela loja Google Play. Essas mudanças permitem que alguns recursos sejam atualizados sem que o usuário precise instalar uma nova versão principal do sistema.
As fabricantes também ampliaram os compromissos de suporte. A Samsung promete sete anos de atualizações de software e segurança para os modelos mais recentes da linha Galaxy S cobertos pela política. O Google oferece o mesmo período para aparelhos recentes da família Pixel, enquanto alguns lançamentos da Xiaomi têm até seis anos de suporte.
Esses prazos, porém, não significam que uma nova versão será liberada rapidamente para todos os aparelhos. As empresas fazem a distribuição em etapas, e o calendário depende do modelo e da região. Assim, mesmo quando um celular está incluído em uma política de suporte prolongado, a chegada do Android 17 pode ocorrer em momentos diferentes para usuários de aparelhos da mesma marca.
A atualização do sistema também não deve ser confundida com atualizações de segurança ou de serviços do Google, que podem ser liberadas separadamente. A baixa participação do Android 17, portanto, não significa necessariamente que os demais dispositivos deixaram de receber qualquer melhoria; indica que a nova versão principal ainda está presente em uma parcela pequena dos aparelhos ativos.