Google reforça segurança do Android 17 contra golpes bancários
O Android 17 terá controles contra golpes bancários, registro opcional de tentativas de invasão e bloqueio de conexões USB com o aparelho travado.
Resumo em 30 segundos
O Google anunciou proteções para o Android 17 contra fraudes bancárias e programas espiões. Com a Proteção Avançada, apenas aplicativos verificados de acessibilidade poderão acessar esses serviços. O sistema também terá registros criptografados opcionais de tentativas de ataque, bloqueio de USB com o celular travado e outras medidas de segurança.
O Google anunciou nesta quinta-feira (1º) novos recursos de segurança para o Android 17, entre eles limites ao uso de ferramentas de acessibilidade por aplicativos e registros criptografados de tentativas de invasão. As mudanças buscam reduzir fraudes financeiras e proteger usuários contra programas espiões e outros ataques direcionados.
Com a Proteção Avançada ativada, somente aplicativos verificados e reconhecidos como ferramentas de acessibilidade poderão acessar esses serviços do sistema. O recurso foi criado para apoiar pessoas com deficiência, por exemplo, por meio de leitores de tela e comandos de voz, mas também pode ser explorado por criminosos.
Segundo a descrição do Google, golpistas convencem vítimas a conceder permissões de acessibilidade a programas maliciosos. Com esse acesso, os aplicativos podem controlar o celular à distância, sobrepor telas falsas às de serviços legítimos e registrar informações digitadas, incluindo senhas bancárias.
O Android 17 também permitirá guardar, por até 12 meses, informações sobre tentativas de ataque em um registro criptografado na nuvem. A função será opcional e precisará ser ativada manualmente nas configurações. O Google afirma que ela foi desenvolvida com entidades internacionais de defesa da imprensa e dos direitos civis e tem como público prioritário jornalistas, ativistas e autoridades.
Donncha Ó Cearbhaill, chefe do Laboratório de Segurança da Anistia Internacional, afirmou que o registro poderá auxiliar auditorias e investigações de ataques com programas espiões. Segundo ele, os dados poderão ser recuperados e analisados mesmo se o invasor apagar vestígios armazenados no próprio aparelho.
Entre as demais medidas estão o bloqueio de conexões USB enquanto o celular estiver travado e uma opção para desativar o WebGPU no navegador Chrome, reduzindo possíveis caminhos de exploração de falhas em sites. O sistema também poderá bloquear o aparelho após tentativas repetidas de senha incorreta nas configurações ou em aplicativos protegidos.
A restrição às ferramentas de acessibilidade pretende dificultar a ação de cavalos de Troia bancários sem impedir o uso de tecnologias assistivas por quem depende delas. O anúncio não detalha quando as atualizações serão disponibilizadas aos usuários nem quais modelos receberão os recursos.
Quem é quem
- Empresa de tecnologia fundada nos Estados Unidos, conhecida por serviços digitais e pelo desenvolvimento do sistema operacional Android, do navegador Chrome e de outras plataformas e produtos.
- Android
- Sistema operacional móvel desenvolvido pelo Google e utilizado em smartphones e outros dispositivos. Sua plataforma oferece recursos de acessibilidade e ferramentas de proteção configuráveis pelos usuários.
- Anistia Internacional
- Organização não governamental internacional dedicada à defesa dos direitos humanos. Seu Laboratório de Segurança investiga ameaças digitais e ataques direcionados contra pessoas e grupos.