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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Alphabet amplia investimentos em IA e registra caixa negativo

No terceiro trimestre, a empresa teve lucro líquido 25,2% menor e receita de buscas abaixo do esperado; para 2026, mantém previsão de investir até US$ 205 bilhões.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Fileiras de servidores em um grande centro de dados, usados para infraestrutura de inteligência artificial. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Fileiras de servidores em um grande centro de dados, usados para infraestrutura de inteligência artificial.
Resumo em 30 segundos

A Alphabet registrou caixa negativo de US$ 9,1 bilhões no terceiro trimestre, enquanto manteve a previsão de investir até US$ 205 bilhões em 2026. O lucro líquido caiu 25,2%, e as receitas de buscas e de nuvem cresceram menos do que o esperado. Após o balanço, as ações recuaram no pós-fechamento.

A Alphabet, controladora do Google, registrou caixa negativo de US$ 9,1 bilhões no terceiro trimestre, enquanto ampliou os investimentos em inteligência artificial (IA). O resultado, referente aos três meses encerrados em 30 de setembro, foi divulgado nesta quarta-feira, 28, e veio acompanhado de lucro abaixo das expectativas e de recuos nas ações da companhia após o fechamento da Nasdaq, nos Estados Unidos.

A posição de caixa negativo aumentou em relação ao trimestre anterior, quando a empresa havia registrado US$ 5,9 bilhões negativos. Foi a segunda vez consecutiva que o indicador ficou abaixo de zero, depois de a Alphabet ter apresentado caixa negativo pela primeira vez desde sua abertura de capital, em 2004. O financiamento do ciclo de investimentos combina recursos das operações e aumento do endividamento, além da emissão de ações e da suspensão das recompras de papéis durante o trimestre, segundo a estrategista global da XP, Maria Irene Jordão.

A empresa manteve a previsão de desembolsar entre US$ 195 bilhões e US$ 205 bilhões em investimentos de capital em 2026. Esse tipo de gasto, conhecido pela sigla capex, inclui recursos aplicados em ativos e infraestrutura, como centros de dados e equipamentos usados para desenvolver e operar sistemas de IA. A diretora financeira da Alphabet, Anat Ashkenazi, afirmou que os investimentos devem crescer significativamente em 2027. A companhia pretende detalhar essa expectativa na apresentação dos resultados do quarto trimestre.

O lucro líquido caiu 25,2% na comparação anual, para US$ 26,17 bilhões. O ganho por ação foi de US$ 2,12, abaixo da faixa de US$ 2,93 a US$ 3,04 projetada por analistas. A receita total, por outro lado, avançou 25%, para US$ 127,6 bilhões, em linha com as previsões. Após a divulgação, as ações recuavam mais de 10,72% no pregão pós-fechamento da Nasdaq.

A receita das buscas do Google subiu 12%, chegando a US$ 63,4 bilhões, mas ficou aquém da expectativa de crescimento de 14%. O avanço também foi menor que o aumento de 17% registrado no segundo trimestre. A publicidade vinculada às buscas respondeu por 49,7% da receita total da Alphabet no período.

O desempenho alimenta preocupações de investidores sobre o possível efeito de ferramentas de IA na publicidade associada às pesquisas on-line. A analista Gabriela Moraes, do fundo Global Tech, da São Pedro Capital, mencionou o risco de redução dessa receita com a chegada de agentes de IA, sistemas que podem executar tarefas de forma autônoma. A Alphabet, por sua vez, afirma que esses recursos podem ampliar o mercado. Segundo Stephano Gabriel, do Itaú BBA, a empresa informou que o volume de buscas impulsionadas por IA quadruplicou em 12 meses.

A divisão Google Cloud teve receita de US$ 30,7 bilhões, alta anual de 103%. Embora as vendas tenham mais que dobrado, o crescimento ficou abaixo das estimativas de 105% a 108%. O resultado importa para investidores porque a nuvem é uma fonte de receita ligada à infraestrutura de IA, cujos custos exigem grandes investimentos. Matheus Spiess, analista da Empiricus, afirmou que o mercado cobra resultados mais fortes de empresas que elevam o capex e consomem caixa.

O presidente-executivo da Alphabet, Sundar Pichai, disse que a companhia alcançou um ritmo de receita anual de US$ 500 bilhões e destacou o crescimento de 25% no trimestre. Ele também afirmou que o Gemini chegou a 1 bilhão de usuários e se tornou o produto de crescimento mais rápido da história do Google. A Alphabet investe em agentes de IA para uso pessoal e corporativo, chamados Gemini Spark e Gemini Agent.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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