Ambev registra alta de 14,3% no lucro ajustado do 3º trimestre
A receita líquida chegou a R$ 21,594 bilhões e o Ebitda ajustado a R$ 7,2 bilhões; o volume consolidado teve crescimento orgânico de 0,8%.
Resumo em 30 segundos
A Ambev registrou lucro líquido ajustado de R$ 4,393 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta anual de 14,3%. A receita líquida avançou 3,6%, e o Ebitda ajustado cresceu 8,9% em termos orgânicos. O volume consolidado caiu 0,1% na comparação reportada, mas subiu 0,8% organicamente.
A Ambev registrou lucro líquido ajustado de R$ 4,393 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 14,3% ante o mesmo período do ano passado. A fabricante de bebidas divulgou também lucro líquido reportado de R$ 4,366 bilhões, queda de 10,2%, em resultado que refletiu a ausência de efeitos tributários não recorrentes contabilizados em 2025, entre eles os relacionados ao desinvestimento em Barbados.
A receita líquida avançou 3,6%, para R$ 21,594 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado chegou a R$ 7,2 bilhões, alta orgânica de 8,9%. Ebitda é uma medida do resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização. A margem Ebitda ajustada subiu 0,4 ponto percentual em termos orgânicos, para 33,7%; na comparação reportada, recuou 0,2 ponto.
O volume consolidado foi de 42,385 milhões de hectolitros, queda reportada de 0,1%, mas crescimento orgânico de 0,8%. O avanço em bebidas não alcoólicas no Brasil, de 3,6%, na América Central e Caribe, de 2,3%, e na cerveja brasileira, de 0,5%, compensou retrações no Canadá e na América Latina Sul, ambas de 1,4% segundo um dos dados divulgados pela companhia. Outro balanço do resultado informou queda de 1,6% no Canadá.
Segundo a Ambev, o lucro ajustado aumentou com o crescimento do Ebitda e a redução das despesas financeiras líquidas, parcialmente compensados por maiores gastos com imposto de renda. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 312,4 milhões, ante resultado negativo de R$ 1,086 bilhão no terceiro trimestre de 2025. A empresa atribuiu a melhora, entre outros fatores, ao aumento das receitas financeiras e a ganhos cambiais sobre saldos em moedas estrangeiras.
No Brasil, o volume de cerveja cresceu 0,5% no trimestre. A companhia afirmou que o clima mais frio em regiões importantes para o consumo, especialmente no Sudeste, pressionou o mercado. Também citou renda disponível limitada e o efeito da Copa do Mundo da Fifa. Segundo dados da Nielsen mencionados pela empresa, a indústria de cerveja cresceu cerca de 4% no trimestre; ao combinar o segundo e o terceiro trimestres para considerar calendário e o torneio, a alta foi de 1,3%, enquanto os volumes da Ambev avançaram 2,7%.
A receita por hectolitro da cerveja no Brasil, excluído o marketplace, aumentou 4,8%, impulsionada pela gestão de preços e pela composição do portfólio. Já o custo do produto vendido por hectolitro nessa operação subiu 5,4%, com pressão de commodities e do mix. No conjunto da companhia, o custo por hectolitro avançou 6,5% em termos orgânicos.
A empresa destacou o desempenho de produtos premium e de opções associadas a menor teor alcoólico ou menos calorias. O portfólio Wellness cresceu 157% em volume, e o de zero álcool, 43%. Ao fim de setembro, a Ambev tinha caixa líquido de R$ 19,199 bilhões, alta de 13,4% ante dezembro de 2025. O fluxo de caixa operacional somou R$ 7,678 bilhões, crescimento anual de 11%.