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Sábado, 24 de outubro de 2026

Alpha School não atinge meta de aprendizagem acelerada para a maioria

Dados da rede de escolas dos EUA mostram que 42% dos alunos avançaram duas vezes mais rápido em matemática e leitura; o modelo usa IA e atividades em computador.

Por Redação Plantão Paulista 4 min de leitura
Imagem gerada por IA: Estudantes trabalham em laptops em uma sala de aula enquanto um adulto acompanha as atividades. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Estudantes trabalham em laptops em uma sala de aula enquanto um adulto acompanha as atividades.
Resumo em 30 segundos

A Alpha School promete acelerar o aprendizado com atividades acadêmicas em computador e mais tempo para projetos. Dados internos indicam que 42% dos estudantes atingiram a meta de avançar duas vezes mais rápido em matemática e leitura. A rede também leva seu software a escolas públicas, onde o modelo enfrenta desafios diferentes dos campi privados.

A Alpha School, rede privada de escolas dos Estados Unidos que aposta em inteligência artificial (IA) para acelerar o ensino, não alcançou para a maioria dos alunos a meta de aprender matemática e leitura duas vezes mais rápido que o padrão. Dados internos referentes ao período entre o outono de 2025 e o início de 2026 indicam que 42% dos estudantes avançaram nesse ritmo nas duas disciplinas. A rede tem cerca de 1.500 alunos em 50 unidades e também oferece seu software a escolas públicas.

A proposta da Alpha é concentrar o ensino de matérias acadêmicas em duas ou três horas diárias de atividades em computador. O restante do dia é reservado a oficinas e projetos, como programação, oratória, esportes e criação de negócios. A escola afirma que o modelo permite personalizar o aprendizado e liberar tempo para desenvolver outras habilidades.

Os resultados variam conforme a disciplina. Cerca de metade dos alunos do ensino fundamental e médio das unidades privadas não atingiu a meta de crescimento duas vezes maior em matemática. Em leitura, aproximadamente um quinto de um grupo de cerca de 400 estudantes ficou abaixo do objetivo. No conjunto, 75% avançaram pelo menos no ritmo projetado pelas médias nacionais entre o outono e o inverno.

A rede destaca médias gerais, mas os dados também apontam dificuldades entre estudantes com desempenho mais baixo. Cerca de um quinto dos alunos das escolas privadas teve pontuação igual ou inferior ao 50º percentil nacional em matemática no outono. Entre eles, 37% atingiram até o inverno a meta de crescimento acelerado divulgada pela empresa.

A Alpha foi fundada em Austin, no Texas, em 2014, por MacKenzie Price, depois que a filha dela reclamou de tédio na escola. A rede mudou o foco em torno de 2022, quando a IA generativa ganhou projeção. O investidor de software Joe Liemandt, cujos filhos estudaram na Alpha, passou a financiar a escola e sua tecnologia. Ele é diretor da rede e atua como seu principal executivo.

O produto central é o TimeBack, plataforma que reúne aplicativos educacionais e acompanha o desempenho dos estudantes. Mais de 7 mil alunos utilizam o sistema, segundo um documento da empresa. Apesar de a Alpha apresentá-lo como um tutor de IA, a plataforma não tem chatbot: a tecnologia parece analisar o progresso dos alunos em diferentes aplicativos, que oferecem textos, exercícios de leitura e problemas de matemática adequados ao nível de cada estudante.

Nas unidades privadas, adultos chamados de “guias” acompanham os alunos, mas não têm como função principal dar aulas. Estudantes que enfrentam dificuldades podem marcar conversas por vídeo com tutores, embora funcionários e famílias relatem que, em alguns casos, a espera se estende por dias. O sistema também concede pontos, exibe classificações com nomes e permite que pais acompanhem o progresso em um painel digital.

A rede oferece incentivos que não estão disponíveis para todos os usuários do software. Alunos de escolas privadas podem receber brinquedos, eletrônicos, viagens ou dinheiro por resultados em avaliações. Um documento da Alpha prevê pagamentos de até US$ 1.000 por notas altas. Especialistas ouvidos sobre o modelo alertam que os estudantes de escolas públicas podem não ter acesso às mesmas recompensas e que as diferenças entre os ambientes familiares influenciam os resultados.

A expansão para a rede pública é parte do plano de levar a tecnologia a mais estudantes. Cerca de 2.600 alunos de escolas públicas já usam o software, em distritos do Texas e da Carolina do Sul. Em Houston, duas escolas testam o modelo. O superintendente Mike Miles afirmou que, nas primeiras cinco semanas, muitos estudantes passaram mais tempo do que o previsto nos aplicativos e precisaram usar parte das tardes para recuperar atividades.

Em outros distritos do Texas, o TimeBack é usado como complemento ao ensino tradicional por menos de duas horas diárias. Em Fort Davis e Aldine, funcionários disseram que os distritos não pagam pelo sistema. Em Aldine, estudantes que avançam podem escolher prêmios em um catálogo, de pequenos brinquedos a uma bicicleta. O uso em escolas públicas traz desafios diferentes dos campi privados, que podem retirar alunos que não se adaptam; as escolas públicas não podem simplesmente excluí-los.

A Alpha também enfrenta críticas sobre a dependência de telas e a falta de instrução direta por professores. A pesquisadora de leitura Laura Tortorelli disse que a tecnologia pode oferecer prática personalizada, mas não substitui o ensino humano. Ela também apontou que pesquisas indicam melhor compreensão de textos impressos do que lidos em telas. O superintendente Miles, por sua vez, afirmou que não defende banir a IA das escolas, embora tenha expressado preocupação com alunos que enfrentam dificuldades.

A empresa não divulga dados sobre evasão. Em abril, uma funcionária da Alpha disse a um comitê escolar de Boston que a rede teve rotatividade de 6%. Ex-famílias e ex-funcionários relataram que alguns estudantes saíram voluntariamente ou foram afastados após dificuldades sociais ou acadêmicas. Em resposta às críticas sobre resultados anteriores, a consultora curricular Karen Vaites escreveu que a Alpha desenvolve um novo software e que os dados passados refletem produtos que, segundo ela, não correspondem à versão em criação.

Para entender

TimeBack
Plataforma educacional da Alpha que reúne aplicativos de aprendizagem e acompanha o progresso dos estudantes. Embora a empresa a apresente como um tutor de inteligência artificial, o sistema não tem chatbot e parece usar a tecnologia sobretudo para analisar o desempenho nos aplicativos.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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