Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Aeris pede recuperação extrajudicial para renegociar dívida de R$ 1,6 bi

O pedido envolve uma dívida de R$ 1,6 bilhão; especialistas esperam mais reestruturações empresariais nos próximos meses, após a eleição presidencial.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pá de turbina eólica em fabricação dentro de uma instalação industrial. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pá de turbina eólica em fabricação dentro de uma instalação industrial.
Resumo em 30 segundos

A fabricante de pás para energia eólica Aeris pediu recuperação extrajudicial para renegociar uma dívida de R$ 1,6 bilhão. Especialistas avaliam que os pedidos de recuperação podem aumentar nos próximos meses, após empresas adiarem decisões durante a eleição. Juros elevados e incertezas fiscais estão entre os fatores citados para a tendência.

A fabricante de pás para energia eólica Aeris protocolou nesta semana um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar uma dívida de R$ 1,6 bilhão. O caso ocorre em meio à expectativa de especialistas de que os processos de reestruturação empresarial aumentem nos próximos meses, após empresas aguardarem o resultado das eleições presidenciais para decidir como lidar com suas finanças.

Na recuperação extrajudicial, a empresa negocia um plano de reestruturação diretamente com credores, em vez de conduzir o processo com participação judicial desde o início. O acordo pode ser levado à Justiça para homologação, etapa que permite estender seus efeitos a credores abrangidos pelas regras legais. A recuperação judicial, por sua vez, é um processo conduzido sob supervisão judicial, que busca permitir a reorganização da empresa e a negociação de dívidas.

Até o início de outubro, quase 7 mil companhias haviam registrado pedidos de recuperação e mais de 4 mil falências. Também foram contabilizados 54 pedidos de recuperação extrajudicial. Os três indicadores chegaram a recordes, segundo os números citados por especialistas do setor.

Joice Ruiz, sócia fundadora do escritório de administração judicial AJ Ruiz e presidente da associação TMA, afirmou que é comum empresas adiarem decisões estratégicas em períodos eleitorais. Com o resultado das urnas, disse, novos negócios podem avançar com pedidos de recuperação nos próximos meses.

Especialistas avaliam que a tendência de alta deve continuar. Entre os fatores apontados estão as incertezas sobre o ajuste fiscal e a permanência dos juros em níveis elevados após a reeleição de Lula. Para Luiz Fabiano Saragiotto, sócio da Journey Capital, o juro futuro para 2030 passou de 12,5% antes do segundo turno para mais de 15% depois da votação.

Saragiotto afirmou que empresas que precisarem renovar dívidas podem encontrar menos disposição de credores para conceder crédito, o que levaria algumas a buscar reestruturações. Ele também avaliou que mesmo ajustes econômicos defendidos pelo mercado poderiam provocar desaceleração no início.

Renan Machado, sócio do escritório Coelho Murgel Atherino Advogados, defendeu que os processos sejam ágeis e ofereçam segurança jurídica. Também apontou a importância de mecanismos para permitir a entrada de novos recursos nas empresas em recuperação. Para ele, o mercado de crédito deve fazer parte da solução, e não atuar apenas como agente externo.

Uma fonte técnica do setor disse que algumas empresas ainda podem esperar definições sobre os integrantes do novo governo, incluindo quem comandará o Ministério da Fazenda. A avaliação é que essas nomeações podem influenciar as decisões sobre a reestruturação de dívidas.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também