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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Vale planeja elevar produção de cobre para 700 mil toneladas

Gustavo Pimenta diz que a maior parte do crescimento virá de Carajás e prevê que a Vale Base Metals supere 40% do Ebitda da mineradora nos próximos anos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Caminhões operam em uma mina de cobre a céu aberto em Carajás, no Pará. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Caminhões operam em uma mina de cobre a céu aberto em Carajás, no Pará.
Resumo em 30 segundos

O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que a empresa pretende elevar a produção de cobre de cerca de 380 mil para 700 mil toneladas, principalmente com expansão em Carajás, no Pará. Ele também prevê que a Vale Base Metals aumente sua participação no Ebitda da companhia para mais de 40% nos próximos anos e descartou um IPO iminente da subsidiária.

O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou nesta quinta-feira (15), em Londres, que a mineração deve ter papel estratégico no Brasil independentemente do resultado da eleição presidencial. Em evento do setor, ele também disse que a empresa pretende elevar a produção de cobre e ampliar a participação da subsidiária Vale Base Metals (VBM) nos resultados do grupo.

Pimenta participou por vídeo do FT Metals & Mining Summit. Segundo ele, a mineração responde hoje por cerca de 4% do produto interno bruto (PIB) brasileiro, mas tem potencial para crescer. O executivo afirmou que os dois candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, devem buscar medidas para destravar esse potencial.

Para a Vale, esse cenário representaria uma oportunidade por causa das reservas minerais existentes no país, disse Pimenta. Ele espera que a indústria avance nos próximos anos e aumente sua contribuição para a economia brasileira.

Na área de cobre, a Vale produz atualmente cerca de 380 mil toneladas, e a meta é chegar a 700 mil toneladas. Pimenta afirmou que a maior parte do aumento deve vir de Carajás, no Pará, com baixa intensidade de capital — isto é, sem exigir investimentos proporcionalmente elevados para ampliar a produção.

A VBM responde hoje por cerca de 30% do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Vale. Pimenta prevê que a fatia ultrapasse 40% nos próximos anos. O Ebitda é uma medida de resultado operacional usada para avaliar o desempenho de uma empresa antes de despesas financeiras, tributos e itens contábeis como depreciação e amortização.

O executivo disse que a companhia vê potencial para criar valor ao desenvolver suas próprias reservas e não apontou fusões e aquisições como prioridade. Também afirmou que a Vale pagou dividendos maiores que os de seus pares nos últimos anos e pretende manter essa política.

Pimenta descartou que uma oferta pública inicial de ações (IPO) da Vale Base Metals seja iminente. Um IPO é a primeira venda de ações de uma empresa ao público, operação que pode permitir a entrada de novos investidores e a negociação dos papéis em bolsa. A declaração indica que, por enquanto, a companhia não prevê levar a subsidiária ao mercado acionário em prazo próximo.

Para entender

Vale Base Metals
Subsidiária da Vale voltada a metais básicos, como cobre e níquel. A empresa reúne operações e projetos nessa área, que a mineradora considera importantes para ampliar sua presença nos mercados de minerais ligados à indústria e à transição energética.
Ebitda
Indicador financeiro que estima o resultado operacional de uma empresa antes de juros, impostos, depreciação e amortização. É usado para comparar o desempenho operacional, mas não representa, por si só, o lucro líquido nem o fluxo de caixa disponível.

Fontes: Valor Econômico

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