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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Acidente entre trens de alta velocidade na Espanha deixa 68 mortos

As composições levavam ao menos 544 passageiros; equipes de resgate seguem no local, enquanto autoridades investigam uma possível falha na circulação.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Vagões de trens de alta velocidade descarrilados em uma área rural da província espanhola de Toledo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Vagões de trens de alta velocidade descarrilados em uma área rural da província espanhola de Toledo.
Resumo em 30 segundos

Dois trens de alta velocidade colidiram em Urda, na província espanhola de Toledo, e deixaram ao menos 68 mortos. As composições transportavam pelo menos 544 passageiros. O acidente também levou à suspensão de 24 partidas da primeira rodada da Copa do Rei. A causa da colisão ainda é investigada.

Dois trens de alta velocidade colidiram nesta quarta-feira, 28 de outubro, em Urda, na província espanhola de Toledo, e deixaram ao menos 68 mortos. As composições transportavam pelo menos 544 passageiros, e os trabalhos de resgate e atendimento às vítimas continuavam após o acidente, ocorrido às 8h54 no horário local (4h54 em Brasília).

A rodada da Copa do Rei, principal torneio de mata-mata do futebol espanhol, também foi suspensa em razão da colisão. A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) cancelou as 24 partidas da primeira rodada que estavam previstas para esta quarta-feira e manifestou solidariedade às vítimas.

Segundo a porta-voz do governo regional, Esther Padilla, 147 pessoas viajavam no trem da empresa privada Iryo, entre elas um bebê, e 397 estavam na composição da estatal Renfe, que seguia de Madri para Sevilha. O presidente de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, afirmou que 44 das pessoas mortas estavam no trem da Iryo e 24 no da Renfe. As identidades das vítimas fatais ainda não haviam sido confirmadas.

Entre os passageiros estava Fátima Báñez, ex-ministra do Trabalho e da Segurança Social da Espanha, que ocupou o cargo entre 2011 e 2018. A fundação da Confederação Espanhola de Organizações Patronais (CEOE), da qual ela é presidente, confirmou que Báñez viajava em um dos trens. Até a última atualização, ela constava na lista de desaparecidos, e a entidade negou rumores de que sua morte havia sido confirmada.

O ator Manuel Bandera, que estava no trem da Renfe, disse que passava bem. Ele voltava de Madri para Sevilha e seguia para gravar um programa da emissora Canal Sur. “Sinto que nasci de novo”, afirmou em uma ligação com o canal. O jornalista Antonio Jiménez Barca, do El País, também viajava na composição da Renfe e relatou que bateu a cabeça e ficou coberto de sangue, mas disse estar bem.

As informações iniciais indicam que o trem da Renfe atingiu a traseira da composição da Iryo. Pelo menos dois vagões da Iryo teriam descarrilado e caído em um aterro; quatro vagões da Renfe também teriam saído dos trilhos. A causa ainda é investigada.

O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, afirmou que uma ordem equivocada para retomar a circulação pode ter contribuído para o acidente. Segundo ele, operadores do centro de controle autorizaram a retomada do tráfego e, depois, ocorreu o impacto. Puente disse que a investigação deverá esclarecer as circunstâncias da decisão.

As primeiras informações apontam para um possível problema no sistema de segurança LZB, usado na linha entre Madri e Sevilha para comunicação entre os trens e as equipes de infraestrutura. O equipamento está sendo substituído pelo ERTMS, um sistema mais moderno. Após a falha, seis trens teriam parado; cerca de oito minutos depois, receberam autorização para seguir. A hipótese de erro humano foi levantada, mas não havia conclusão oficial sobre a causa.

Fontes: Estadão, O Globo

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