Zucco planeja reduzir secretarias do governo do RS de 28 para cerca de 20
A reformulação deve começar em janeiro de 2027, com fusões e cortes de cargos; Zucco apresentou a medida após reunião de transição com Eduardo Leite.
Resumo em 30 segundos
O governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco, planeja reduzir de 28 para cerca de 20 o número de secretarias estaduais. A reforma, que pode incluir fusões e cortes de cargos, deve começar em janeiro de 2027. A escolha dos titulares ainda está em andamento, embora alguns nomes já tenham sido convidados ou cotados.
O governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), planeja reduzir o número de secretarias estaduais de 28 para cerca de 20, com fusões e cortes de cargos. A reformulação da estrutura do Executivo deve começar em janeiro, quando terá início o novo governo, e a definição completa do organograma e dos integrantes da equipe ficará para os próximos meses.
Zucco anunciou a redução como uma das prioridades de sua gestão após a terceira reunião de transição com o governador Eduardo Leite (PSD), realizada nesta quinta-feira (22), no Centro Administrativo. “Acredito que, neste momento, a prioridade é dar a cara da nossa gestão, reduzindo secretarias e cortando alguns cargos que entendemos ser possíveis”, disse. Ele afirmou que o Estado terá um período difícil e relacionou a situação à intenção de retomar parte do pagamento da dívida pública no próximo ano.
A reforma administrativa é uma das frentes iniciais do governo eleito, ao lado da prorrogação do Fundo de Reconstrução do Estado (Funrigs), voltado à reconstrução gaúcha. As mudanças na estrutura devem ser implementadas a partir de janeiro de 2027. A atual administração tem 28 pastas, incluindo a Procuradoria-Geral do Estado; a meta indicada por Zucco é chegar a um total próximo de 20.
O desenho ainda está em elaboração, mas alguns nomes já foram convidados, cotados ou apontados para cargos. Roni Miranda Vieira, atual secretário de Educação do Paraná, foi convidado para comandar a Educação no Rio Grande do Sul. Capitão Martim (Republicanos), deputado estadual, aceitou convite para assumir a Defesa Civil.
O deputado estadual Claudio Branchieri (PL), economista e professor, é cotado para a Secretaria da Fazenda. Guilherme Pasin (PP), também deputado estadual, está entre os nomes considerados para Desenvolvimento Econômico, área que poderá incorporar o Turismo. A possibilidade foi associada à experiência do parlamentar nesse setor.
O senador Luis Carlos Heinze (PP), que encerra o mandato, é apontado como uma opção para a Agricultura, embora já tenha sido relacionado à Infraestrutura. Até o momento, não aceitou oficialmente convite; tem se dedicado aos cuidados da saúde da esposa. Já o deputado federal Pedro Westphalen (PP), médico, é cotado para a Saúde, mas pode preferir permanecer no mandato parlamentar.
Leonardo Pascoal (PL), ex-prefeito de Esteio e secretário de Educação de Porto Alegre, coordena a articulação política da transição. Como Vieira foi chamado para a Educação estadual, Pascoal poderá ocupar outra pasta de destaque. Cezar Schirmer, que atuou como conselheiro de Zucco na campanha e participa da transição, também deverá receber convite para uma área importante. Ele é secretário de Planejamento e Assuntos Estratégicos da capital; em junho, o MDB suspendeu temporariamente sua filiação.
Na equipe de Eduardo Leite, Izabel Matte, atual secretária estadual de Obras, é cotada para continuar no posto. Tânia Moreira, ex-secretária de Comunicação do Estado e integrante da equipe de comunicação da campanha de Zucco, é especulada para comandar a área no novo governo, mesmo que ela deixe de ter status de secretaria. A ex-senadora Ana Amélia Lemos (PP), que retornou ao partido neste ano e também aconselhou Zucco durante a campanha, é cotada para integrar a gestão.
A equipe do novo governador começará oficialmente os trabalhos em 6 de janeiro, data da posse de Zucco. Na transição, também foram previstos encontros sobre saúde, educação e segurança pública. O bloco 2 de rodovias será discutido em reunião específica, depois do cancelamento, em junho, do leilão de concessão por falta de interessados.