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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Yoani Sánchez é detida em Havana e libertada horas depois

O 14ymedio, jornal digital fundado por ela, informou que a jornalista foi detida ao sair de casa; grupos de direitos humanos também denunciaram a prisão.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Rua residencial de Havana com uma jornalista caminhando ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Rua residencial de Havana com uma jornalista caminhando ao fundo.
Resumo em 30 segundos

A jornalista independente Yoani Sánchez foi detida pela polícia política em Havana na manhã desta quinta-feira (5) e libertada algumas horas depois. Ela agradeceu nas redes sociais o apoio recebido e classificou a detenção como arbitrária. No mesmo dia, Berta Soler e María Cristina Labrada, das Damas de Branco, também foram detidas.

A jornalista independente Yoani Sánchez foi detida pela polícia política na manhã desta quinta-feira (5), em Havana, e libertada algumas horas depois. Ela afirmou que chegou em casa após a prisão, que classificou como arbitrária, e agradeceu o apoio recebido nas redes sociais.

Sánchez foi abordada quando saía de casa, no bairro de Nuevo Vedado, para fazer compras, informou o 14ymedio, jornal digital que ela fundou e dirige desde 2014. A redação disse que recebeu dela uma mensagem breve pelo celular antes de perder contato. Grupos de direitos humanos também denunciaram a detenção.

“Acabei de chegar em casa. Obrigada a todos pela solidariedade e por divulgarem a detenção arbitrária que sofri hoje de manhã. Esse apoio foi o que conseguiu destravar os ferrolhos e abrir as grades”, escreveu a jornalista no X, após ser libertada.

O 14ymedio publica notícias sobre Cuba e critica a censura e o assédio contra opositores. O veículo também relatou que colaboradores de meios de comunicação independentes foram detidos em locais públicos nas últimas semanas e depois liberados, em alguns casos com multas ou advertências.

A detenção de Sánchez ocorre em um contexto de restrições à imprensa independente na ilha. Uma lei aprovada em 2023 reconhece como legais apenas os meios de comunicação estatais, controlados pelo Partido Comunista. Na última década, veículos independentes passaram a atuar na internet, em uma situação jurídica sem regulamentação clara, e parte dos leitores cubanos os acessa por redes privadas virtuais (VPNs), que permitem contornar bloqueios de conexão.

Sánchez, de 51 anos, enfrenta episódios recorrentes de assédio policial, segundo relatos sobre sua atuação. As autoridades também impedem jornalistas independentes de deixar suas casas para cobrir acontecimentos de interesse público, de acordo com informações divulgadas por veículos de oposição.

Em 2008, a jornalista recebeu o Prêmio Ortega y Gasset, uma das principais distinções do jornalismo em língua espanhola. No mesmo ano, a revista americana Time incluiu Sánchez entre as 100 pessoas mais influentes do mundo.

Também nesta quinta-feira, a líder do movimento oposicionista Damas de Branco, Berta Soler, e outra integrante do grupo, María Cristina Labrada, foram detidas em Havana, segundo denúncias de familiares e veículos de comunicação da dissidência. O marido de Soler, Ángel Moya, afirmou que as duas foram levadas quando saíam da casa que funciona como sede do movimento. Não havia informação sobre o paradeiro delas no relato divulgado.

Fontes: Estadão, Zero Hora

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