Pular para o conteúdo
Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

ONU aprova resolução pelo fim do embargo dos EUA a Cuba

A resolução recebeu 130 votos favoráveis, 17 contrários e 25 abstenções, mas não obriga Washington a mudar sua política para a ilha.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Delegados participam de uma votação na Assembleia Geral da ONU. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Delegados participam de uma votação na Assembleia Geral da ONU.
Resumo em 30 segundos

A Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que pede o fim do embargo dos Estados Unidos a Cuba. O texto recebeu 130 votos a favor, 17 contra e 25 abstenções, o menor apoio desde 1995. As resoluções sobre o tema não são juridicamente vinculantes e não alteram por si só as medidas americanas.

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quarta-feira (28) uma resolução que pede o fim do embargo dos Estados Unidos a Cuba. O texto recebeu 130 votos favoráveis, 17 contrários e 25 abstenções, em uma votação realizada na sede da organização, em Nova York.

A decisão repete a condenação ao embargo pelo 34º ano consecutivo, mas teve menos apoio do que em 2025, quando foram registrados 165 votos a favor, sete contra e 12 abstenções. Alemanha, Itália e Letônia se abstiveram pela primeira vez em 34 anos. A votação deste ano teve o menor número de votos favoráveis desde 1995, quando 117 países apoiaram a resolução.

O Brasil votou a favor. Na América Latina, Argentina, Colômbia, Paraguai, Equador e Costa Rica votaram contra; Chile, República Dominicana, Honduras e Peru se abstiveram. México, Uruguai, Nicarágua e Panamá também apoiaram o texto. Bolívia, Guatemala, El Salvador e Venezuela não votaram.

As resoluções da Assembleia Geral sobre o embargo não são juridicamente vinculantes, ou seja, não obrigam os Estados Unidos a mudar sua política. Ainda assim, registram a posição dos países-membros sobre o tema. A votação ocorre em meio à crise econômica de Cuba e ao aumento das pressões de Washington sobre a ilha, que enfrenta apagões e dificuldades de acesso a petróleo.

O embargo foi imposto pelos Estados Unidos em 1960, após a revolução liderada por Fidel Castro e a nacionalização de propriedades de cidadãos e empresas americanas. Em fevereiro de 1962, o então presidente John F. Kennedy proclamou o bloqueio. As medidas foram ampliadas ou flexibilizadas ao longo do tempo, conforme as relações entre os dois países.

O debate na ONU começou na terça-feira (27), quando o embaixador americano Mike Waltz e o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, trocaram acusações. Rodríguez foi à tribuna enquanto Waltz criticava o governo cubano, e funcionários e agentes de segurança tentaram intervir. Na semana passada, Rodríguez acusou Washington de pressionar países da ONU a votar contra a resolução, inclusive com ameaças de sanções.

Durante a sessão desta quarta, Waltz afirmou que um diplomata cubano seria colocado em um avião de volta a Havana, alegando uma agressão, mas não especificou a quem se referia nem o que ocorreria. A delegação cubana havia contestado a fala do representante americano no dia anterior.

O governo dos Estados Unidos defende as sanções como resposta a ameaças à segurança regional e às alianças de Cuba com países como China, Irã e Rússia. Cuba, por sua vez, sustenta que o embargo prejudica sua economia e sua população. A resolução aprovada pela Assembleia Geral volta a expressar a oposição internacional às restrições, mas não altera por si só as medidas americanas.

Fontes: Valor Econômico, Folha de S.Paulo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também