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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Cuba enfrenta falta de água agravada por apagões diários

A crise atinge quase 29% da população; cortes de energia interrompem as bombas que levam água às casas, e moradores recorrem a poços e cisternas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Moradores transportam baldes e galões de água por uma rua de Havana. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Moradores transportam baldes e galões de água por uma rua de Havana.
Resumo em 30 segundos

Quase 2,7 milhões de pessoas em Cuba não recebem água em casa. Os apagões diários interrompem o bombeamento, enquanto danos nos equipamentos, vazamentos e seca agravam a crise. Moradores buscam alternativas como poços, cisternas e reservatórios. O governo instalou mais de 870 bombas solares, de um total planejado de 1.300.

A falta de água em Cuba tem levado moradores e comerciantes a buscar soluções próprias, como perfurar poços, instalar cisternas e transportar baldes e galões. O problema atinge quase 29% dos 9,4 milhões de habitantes da ilha e é agravado pelos apagões, que interrompem o bombeamento de água, dependente de eletricidade.

Em Matanzas, província cerca de 100 quilômetros a leste de Havana, o comerciante Kevin Martínez decidiu perfurar um poço depois de fechar o restaurante várias vezes por falta de abastecimento. Ele também recorria a caminhões-pipa. Com a nova fonte, espera deixar de pagar por três entregas semanais, embora a escavação tenha custo elevado.

“Eu não imaginava que teria que estar fazendo um poço, assim como também não imaginava que teria que estar cozinhando com carvão ou ter que instalar painéis solares”, disse Martínez. A escassez de combustível reduz a geração de eletricidade e, com isso, afeta as bombas que levam água às casas e aos estabelecimentos.

Segundo Yunior González, funcionário da empresa nacional de Água e Saneamento, 2,7 milhões de pessoas não recebem água em casa. Ele afirmou que entre 80% e 85% da água do país precisa ser bombeada para chegar aos consumidores. Danos nos equipamentos, vazamentos e a seca também contribuem para a crise.

Em Havana Velha, Maykel Aguilar, de 30 anos, enche um reservatório de 200 litros e baldes em um encanamento ligado a uma nascente. Depois, transporta a água em um carrinho de mão até o segundo andar de sua casa. O volume permite lavar roupas uma vez, limpar a residência e preparar comida.

Moradores fazem fila no local com recipientes. “Os apagões aqui são todos os dias e temos que ficar carregando água. É a luta cotidiana”, afirmou Yusimy Guerra, de 40 anos, mãe de dois filhos. A crise hídrica se soma à inflação, à falta de alimentos e de medicamentos e ao mal-estar social no país.

Além de abrir poços e construir cisternas, alguns cubanos instalam caixas d’água ou usam bombas conhecidas como “ladrões de água”, que puxam o fluxo da rede para dentro das casas. O uso de várias bombas no mesmo bairro pode diminuir a pressão da tubulação e dificultar o abastecimento de outros moradores.

Para reduzir a dependência da rede elétrica, o governo instala bombas de água movidas a energia solar. González informou que mais de 870 unidades já foram instaladas, de um total planejado de 1.300, beneficiando meio milhão de pessoas em todo o país.

Fontes: Zero Hora

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